Os preços ao consumidor nos Estados Unidos tiveram uma distorção na inflação de novembro devido à paralisação do governo que afetou a coleta de dados. Com a retomada completa em novembro, espera-se aumento dos preços em dezembro, especialmente em alimentos e energia.
Economistas projetam alta de 0,3% na inflação para dezembro, elevando o índice anual para cerca de 2,7%. A recuperação total dos preços de aluguéis deve ser refletida apenas a partir do relatório de abril de 2026.
A persistência da inflação influencia as decisões econômicas do Federal Reserve, que mantém as taxas de juros, enquanto o mercado de trabalho mostra sinais de pressão moderada sobre os preços.
Os preços ao consumidor nos Estados Unidos devem ter aumentado em dezembro após uma distorção causada pela paralisação do governo que afetou a coleta de dados em outubro. A interrupção, que durou 43 dias, resultou em uma metodologia alternativa para estimar os preços de aluguéis no relatório de novembro, o que mascarou a inflação real naquele mês.
Com a retomada da coleta de dados em novembro, agora completa, espera-se um avanço nos índices de preços ao consumidor. A alta prevista é de 0,3% em dezembro, segundo economistas consultados pela Reuters, influenciada por aumentos nos preços de alimentos e energia, principalmente na eletricidade devido ao custo dos data centers.
O índice acumulado em 12 meses até dezembro deve ficar em 2,7%, próximo à taxa registrada em novembro. Contudo, especialistas alertam que a recuperação total dos preços de aluguéis precisará aguardar o relatório de abril de 2026 para ser refletida integralmente.
Essa retomada da inflação vem na esteira de dados recentes do mercado de trabalho que mostraram redução da taxa de desemprego em dezembro, apesar do crescimento modesto no emprego, sugerindo uma economia que mantém certa pressão de preços.
A persistência da inflação permanece um tema central na política econômica dos EUA, influenciando as decisões do Federal Reserve, que indicou a manutenção das taxas de juros neste mês.
Via InfoMoney