Como a Intel Reestruturou Suas Operações para Atender à Demanda de IA na América Latina

Conheça as mudanças na Intel para impulsionar projetos de IA na América Latina, com foco em inovação e eficiência.
09/01/2026 às 06:02 | Atualizado há 18 horas
               
Gisselle Ruiz destaca o impacto da reestruturação e parcerias no ecossistema brasileiro. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Em 2025, a Intel passou por uma reestruturação importante para enfrentar desafios financeiros e substituir a liderança. Sob o comando de Lip-Bu Tan, adotou cortes de pessoal e interrompeu operações em fábricas na Europa para conter prejuízos.

Na América Latina, a empresa ajustou sua operação para se aproximar dos clientes locais e acelerar a inovação em inteligência artificial, auxiliando países como o Brasil a avançarem em projetos nacionais. A nova estrutura visa oferecer agilidade e soluções adaptadas à infraestrutura regional.

Além disso, a Intel prepara lançamentos de chips avançados e apoia discussões sobre infraestrutura e data centers na região. O objetivo é fortalecer o mercado de tecnologia e a capacidade local diante da próxima onda de investimentos em IA.

O ano de 2025 marcou uma mudança significante para a Intel. Em meio a desafios financeiros e a saída de Pat Gelsinger, a companhia de Santa Clara adotou uma reestruturação profunda. Sob a liderança de Lip-Bu Tan, houve corte de funcionários e suspensão de fábricas na Europa, estratégias para conter perdas financeiras. Contudo, a situação se estabilizou graças ao suporte do governo americano e a uma parceria inédita de US$ 5 bilhões com a Nvidia, reforçando a importância da Intel na soberania dos chips nos Estados Unidos.

Gisselle Ruiz Lanza, presidente da Intel para a América Latina, destaca que a região participou ativamente da transformação global da empresa. Segundo ela, o foco atual é aproximar-se dos clientes e entregar inovação adaptada à infraestrutura local e às demandas em inteligência artificial. Isso ajuda países como o Brasil a avançarem nos seus projetos nacionais de IA, apoiados pela nova estrutura operacional da Intel, que prioriza rapidez e eficiência.

Na CES 2026, a Intel revela a linha Intel Core Ultra Série 3 (Panther Lake), com chips fabricados no processo Intel 18A. A novidade promete notebooks com até 27 horas de bateria, reforçando o compromisso da empresa com design, fabricação e comercialização integrados, aspectos essenciais que a Intel prioriza para seguir competitiva. Para a América Latina, a expectativa é que a empresa sustente a próxima onda de investimentos em data centers e produtos com inteligência artificial.

A Intel também atua consultando discussões locais sobre infraestrutura e data centers, auxiliando na construção de estratégias sólidas e sustentáveis, alinhadas ao ritmo acelerado da tecnologia mundial.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.