A oferta da Paramount para comprar a Warner Bros. Discovery recebeu apoio financeiro de fundos do Oriente Médio, incluindo a L’imad Holding de Abu Dhabi, uma estatal pouco conhecida. Esse grupo investidor traz recursos significativos para a operação, que também conta com outros fundos da região.
A L’imad Holding foi criada recentemente e tem participação em grandes negócios, como a Modon Holding, avaliada em US$ 15 bilhões. Os investidores do Oriente Médio investem por meio de ações sem direito a voto para evitar obstáculos regulatórios nos EUA.
Este movimento revela o interesse crescente dos fundos árabes e de parceiros estratégicos em ampliar sua presença no setor global de entretenimento e tecnologia, sinalizando mudanças importantes no mercado audiovisual.
A oferta hostil da Paramount para adquirir a Warner Bros. Discovery conta com apoio financeiro de investidores do Oriente Médio, incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e a Autoridade de Investimentos do Catar. Um parceiro menos conhecido desse grupo é a L’imad Holding Co., uma estatal de Abu Dhabi. O envolvimento da L’imad marca uma participação rara de investidores locais em lances agressivos no mercado global.
Criada recentemente, a L’imad tem como principal registro uma aquisição majoritária na incorporadora Modon Holding PSC, avaliada em US$ 15 bilhões. Seu papel nesta oferta ocorre ao lado de fundos como Mubadala e outras entidades de investimentos regionais que gerenciam trilhões de dólares internacionalmente. Esses fundos já são responsáveis por investimentos em áreas variadas, como inteligência artificial e energia.
Os investidores do Oriente Médio concordaram em fazer aportes por meio de ações sem direito a voto e abrir mão de governança, forma que busca evitar a necessidade de aprovação pelo Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos. Interessante notar que a gigante chinesa Tencent, que havia prometido US$ 1 bilhão para o negócio, recuou.
Essa movimentação integra a estratégia de fundos soberanos e firmas de private equity, incluindo a Affinity Partners, ligada ao ex-conselheiro Jared Kushner, que têm apostado em aquisições estratégicas no setor de entretenimento e tecnologia. A formalização dessa operação sinaliza o interesse crescente de capitais árabes em investimentos significativos no mercado audiovisual global.
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