O mercado financeiro alerta que a inflação gerada pelo investimento acelerado em inteligência artificial poderá ser o maior risco pouco observado para 2026. O aumento nos custos de energia e semicondutores, impulsionado pelos gastos em data centers nos EUA, Europa e Japão, deve exercer forte pressão inflacionária.
Analistas destacam que essa alta de preços pode levar os bancos centrais a suspenderem cortes nos juros, elevando o custo do capital para empresas de tecnologia. Isso impactará as margens de lucro e pode diminuir o interesse dos investidores no setor.
Com investimentos projetados em US$ 4 trilhões até 2030 para infraestrutura de IA, especialistas alertam para potenciais gargalos na produção e custos maiores em chips e energia. Gestores financeiros já adotam estratégias para proteger seus ativos diante desse cenário desafiador.
O mercado financeiro sinaliza que a inflação provocada pelo rápido crescimento dos investimentos em inteligência artificial (IA) pode ser o maior risco negligenciado para 2026. O aumento dos gastos em data centers nos Estados Unidos, Europa e Japão tem impulsionado custos de energia e chips, o que pode gerar pressões inflacionárias duradouras.
Analistas destacam que, apesar do cenário recente de queda da inflação, a corrida por expansão de infraestrutura de IA tende a manter os preços elevados, especialmente em setores ligados a semicondutores e energia elétrica. Isso deve influenciar a decisão dos bancos centrais de interromperem cortes nas taxas de juros, o que resultaria em maior custo do capital para empresas do setor.
Essa conjuntura pode reduzir o apetite dos investidores pelas ações das grandes empresas de tecnologia, que foram protagonistas na alta dos mercados acionários em 2025. A elevação dos custos operacionais trazida pela inflação afetará diretamente margens de lucro e avaliações financeiras.
O Deutsche Bank projeta que os investimentos em data centers para IA alcançarão até US$ 4 trilhões até 2030, potencializando gargalos produtivos e pressões nos preços. Alguns especialistas alertam que a alta dos custos dos chips de memória e energia tende a diminuir o retorno dos projetos e a limitar o fluxo de capital para o segmento.
Sendo assim, investidores e gestores de ativos já adotam estratégias mais cautelosas, buscando proteção contra inflação e reavaliando a exposição no setor de tecnologia diante da possibilidade de aumento das taxas de juros e custos.
Via Folha de S.Paulo