O ano de 2025 foi marcado por uma valorização significativa da bolsa brasileira, com o Ibovespa registrando alta de 34%, seu melhor resultado desde 2016. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo ingresso de cerca de R$ 30 bilhões em capitais estrangeiros, além de US$ 80 bilhões em investimentos diretos. A estabilidade fiscal e a inflação controlada também contribuíram para atrair investidores internacionais.
Apesar do cenário mais positivo, a alta da bolsa não refletiu integralmente a economia real, que mostrou sinais mistos, como consumo e crédito ainda fracos. O real se valorizou e o ambiente econômico ofereceu maior previsibilidade, favorecendo a confiança externa. Entretanto, o investimento produtivo cresce lentamente, indicando dependência do capital externo para sustentar o mercado acionário brasileiro.
O ano de 2025 surpreendeu tanto a bolsa brasileira quanto os mercados americanos, com resultados que poucos previam no início do período. O Ibovespa registrou alta de 34%, seu melhor desempenho desde 2016, graças a uma combinação de fatores como inflação controlada, expectativa de redução dos juros e estabilidade fiscal relativa. No cenário externo, os principais índices dos EUA também cresceram, mas de forma mais modesta, acima dos 10%.
Em contraste, 2024 terminou com bolsa em queda e dólar acima de R$ 6, num cenário marcado por preocupações fiscais e políticas econômicas incertas. A volatilidade externas, sobretudo gerada pela guerra tarifária de Donald Trump, trouxe temores inflacionários, embora o impacto tenha sido menos severo que antecipado.
A valorização da bolsa brasileira foi impulsionada pelo fluxo de capitais estrangeiros, com cerca de R$ 30 bilhões em entradas na bolsa e mais de US$ 80 bilhões em investimentos diretos, números que não se viam há uma década. Esse movimento ocorreu apesar dos juros altos, que ainda fazem a renda fixa ser mais atrativa para investidores locais.
O real foi outra surpresa positiva, alcançando o melhor desempenho desde 2016, ajudado pelo diferencial de juros e por uma percepção de que o risco fiscal deixou de piorar. No geral, 2025 apresentou desaceleração econômica, porém com maior previsibilidade e controle da inflação, o que agradou o investidor internacional, que valoriza estabilidade em um cenário global incerto.
Apesar da alta, o bom momento da bolsa não reflete totalmente a economia real. O consumo e o crédito ainda mostram sinais de enfraquecimento, enquanto o investimento produtivo avança lentamente. A valorização é fruto principalmente de fatores financeiros e não estruturais, permanecendo dependente do capital externo para sustentar o crescimento da bolsa.
Via Forbes Brasil