Investigação aponta possíveis alterações na cela de Epstein

Descubra as implicações da investigação sobre a cela de Epstein e suas possíveis modificações. Informações exclusivas disponíveis.
11/07/2025 às 18:05 | Atualizado há 2 meses
Vídeo da cela de Epstein
Imagens revelam os momentos que antecederam a morte de Epstein em agosto de 2019. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Especialistas forenses levantaram a possibilidade de que o vídeo da cela de Epstein, gravado antes de sua morte em 2019, possa ter sofrido alterações. A análise de metadados, divulgada pela Wired, contradiz a versão oficial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) de que o vídeo foi disponibilizado para dissipar teorias da conspiração. Em vez disso, a nova investigação pode intensificar os rumores em torno do caso.

A análise dos metadados sugere que a gravação não foi diretamente exportada do sistema de vigilância do Centro Correcional Metropolitano de Nova York. Acredita-se que o material divulgado tenha sido montado utilizando um programa de edição de vídeo.

Investigadores apontam que o vídeo pode ter sido criado a partir de imagens de pelo menos duas outras gravações, possivelmente com ferramentas como o Adobe Premiere Pro. A gravação foi salva e exportada diversas vezes antes de ser carregada no site do DOJ, onde é listada como “bruta”, indicando que não passou por edições.

Embora não tenham sido identificadas as partes exatas do vídeo que foram modificadas, os especialistas alertam que os metadados não comprovam necessariamente manipulação. Hany Farid, professor da Universidade da Califórnia, detectou anomalias como mudanças de proporção em vários pontos do vídeo.

Farid enfatizou que as evidências digitais devem preservar sua integridade, assim como as físicas, o que aparentemente não ocorreu com o vídeo da cela de Epstein. Ele expressou preocupação sobre a admissibilidade do vídeo em um tribunal, recomendando uma exportação direta do sistema original.

O FBI havia informado anteriormente que a filmagem passou por ajustes de cor, contraste e nitidez antes da divulgação. No entanto, nem o FBI nem o DOJ responderam às questões sobre as anomalias detectadas nos metadados.

Jeffrey Epstein, acusado de abusar de menores e operar uma rede de tráfico sexual, foi preso em 2019. O caso ganhou notoriedade devido ao envolvimento de Epstein com figuras influentes. Sua morte, em agosto de 2019, foi oficialmente considerada suicídio.

Uma série de falhas nos protocolos de segurança da prisão, incluindo a ausência de monitoramento adequado e falhas nas câmeras, alimentaram teorias sobre a morte de Epstein. A falta de fotografias do corpo no local também contribuiu para as dúvidas em relação ao caso.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.