Investimentos em startups brasileiras caem 53% em janeiro

Rodadas de investimentos em startups brasileiras caem pela metade em janeiro, com queda expressiva também na América Latina.
11/02/2026 às 06:01 | Atualizado há 2 horas
               
Investidores mantêm foco principal em inteligência artificial, aponta Sling Hub. (Imagem/Reprodução: Startups)

Janeiro de 2026 registrou uma queda significativa nas rodadas de investimento em startups no Brasil, com redução de 53% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na América Latina, o número de rodadas também caiu, atingindo 49% a menos, segundo dados do Sling Hub.

Em termos financeiros, a região movimentou US$ 311 milhões, 75% menos que em dezembro, com o Brasil liderando o volume investido, mas com queda de 77% em comparação ao mês anterior. A inteligência artificial e fintechs continuam sendo os setores que mais atraem investimentos.

Setores emergentes como logtech e edtech tiveram crescimento expressivo em relação ao ano anterior. Apesar da queda no número de rodadas, o uso de instrumentos financeiros alternativos nos investimentos mostra maior seletividade e estratégia no mercado brasileiro.

O início de 2026 apresentou queda significativa nos investimentos em startups no Brasil e na América Latina, conforme dados divulgados pelo Sling Hub. Janeiro registrou apenas 18 rodadas no Brasil, uma redução de 53% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na América Latina, o número caiu para 35 rodadas, 49% menor que em janeiro de 2025.

Em volume, a região movimentou US$ 311 milhões em investimentos, 75% menos que em dezembro e 12% abaixo do ano anterior. O Brasil liderou com US$ 128 milhões, representando 41% do total, apesar do valor investido ter caído 77% frente a dezembro e 16% no comparativo anual.

A inteligência artificial seguiu como foco dos investidores, com 20 rodadas e US$ 121 milhões aplicados, equivalendo a 39% do volume total e 57% das operações da América Latina. As fintechs também tiveram peso considerável, concentrando 62% do capital investido, com destaque para o Brasil, que atraiu US$ 84 milhões na área.

Destaque para a fintech argentina Pomelo, que captou US$ 55 milhões em série C, com participação de Kaszek, Insight Partners e outros fundos. Outro destaque foi a fintech brasileira UY3, que levantou US$ 37,2 milhões via FIDC, demonstrando o uso crescente de instrumentos alternativos em mercado mais seletivo.

Setores como logtech e edtech mostraram crescimento expressivo, com aumento de 1.504% e 4.020%, respectivamente, na comparação anual. No Brasil, as rodadas de equity somaram US$ 42,3 milhões em 15 operações, com queda de 47% no número de rodadas em relação a 2025.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.