O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, advertiu que qualquer país que apoiar a agressão dos Estados Unidos contra o Irã será considerado um alvo legítimo para retaliação. Essa postura é para proteger a soberania iraniana diante da ofensiva lançada por EUA e Israel.
A operação conjunta busca desmantelar o programa nuclear iraniano, considerado ameaça por Washington e Tel Aviv. Em resposta, o Irã intensificou ataques contra alvos israelenses e bases americanas no Golfo, elevando as tensões na região.
A autoridade iraniana alertou sobre o risco de envolvimento de outras nações, pedindo cautela para evitar piora do conflito. O episódio reflete o agravamento da crise diplomática e os riscos à estabilidade regional.
Em entrevista recente a um meio francês, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, advertiu que qualquer país que apoiar a agressão dos Estados Unidos contra o Irã será considerado um alvo legítimo para retaliação. Ele ressaltou que essa postura é uma medida para proteger a soberania iraniana.
A declaração surge em meio a uma ofensiva lançada em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação conjunta contra o Irã. Essa ação foi anunciada logo após a terceira rodada de negociações indiretas em Genebra, sobre o programa nuclear iraniano. Washington e Tel Aviv defendem que a operação busca desmontar um suposto programa nuclear, que consideram ameaça iminente.
Conforme autoridades norte-americanas e israelenses, a ofensiva também pretende enfraquecer as capacidades militares do Irã e incentivar uma possível mudança interna no regime. Em resposta, o Irã intensificou ataques de retaliação, atingindo alvos em Israel e bases militares dos EUA em países do Golfo, como Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Takht-Ravanchi alertou para o risco de envolvimento europeu e de outras nações, sugerindo cautela para evitar o agravamento do conflito. Ele afirmou que, se necessário, o Irã tomará as medidas necessárias para defender sua integridade.
Essa escalada marca um momento de tensão crescente no Oriente Médio, com impactos diretos nas relações diplomáticas e na segurança regional, tornando qualquer apoio externo às ações americanas um fator de risco significativo para os envolvidos.
Via Sputnik Brasil