O Parlamento do Irã declarou que poderá causar danos severos à infraestrutura de energia, TI e dessalinização dos EUA e aliados, caso haja ataques contra o país. A retaliação, segundo o governo iraniano, incluiria destruição de instalações vitais na região.
O ex-presidente Trump ameaçou “obliterar” a infraestrutura energética iraniana, aumentando a tensão na região e a preocupação com o impacto no mercado global de petróleo. O Irã avisa que a resposta será rápida e poderá afetar os preços do petróleo.
Esse confronto acende alertas não só para a segurança energética, mas também para a estabilidade política e econômica do Oriente Médio e do mundo.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou que seu país causará danos irreversíveis à infraestrutura de energia e petróleo dos países do Oriente Médio caso os Estados Unidos ataquem usinas iranianas, conforme ameaçado pelo ex-presidente Donald Trump. Qalibaf declarou que as instalações vitais das regiões próximas serão consideradas alvos legítimos e destruídas.
Em mensagem na rede social X, ele afirmou que a retaliação será imediata e poderá elevar o preço do petróleo por um longo período. Já o porta-voz do comando operacional do Exército iraniano, Khatam Al Anbiya, ameaçou atacar a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização dos EUA e aliados na região, caso as ameaças americanas se concretizem.
No sábado, Trump publicou na plataforma Truth Social que poderia “obliterar” a infraestrutura energética do Irã se o país não liberasse o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz em até 48 horas. Segundo a imprensa internacional, as prováveis ações americanas mirariam usinas de gás natural do Irã.
Esse cenário intensifica a tensão na região e acende um alerta para o impacto no mercado global de petróleo e nas relações políticas entre os países envolvidos. A possibilidade de ataques mútuos preocupa não só pela dimensão dos alvos, mas também pelas consequências econômicas e geopolíticas dessa escalada.
O desenrolar dessa situação deve ser acompanhado atentamente devido aos efeitos que podem atingir desde a segurança energética até a estabilidade regional.
Via Tribuna Online