Irã bloqueia internet para conter protestos e causa apagão nacional

Irã enfrenta bloqueio total da internet para conter protestos, afetando 85 milhões de pessoas e bloqueando até sinal via satélite.
14/01/2026 às 07:22 | Atualizado há 1 dia
               
Regime iraniano bloqueia sinal da Starlink e internet no país cai para 1% do normal. (Imagem/Reprodução: G1)

Desde 8 de janeiro, o Irã enfrenta um bloqueio quase total da internet, adotado pelo governo para conter protestos iniciados em 28 de dezembro. Cerca de 99% da conectividade foi perdida, impactando 85 milhões de pessoas.

Mesmo o acesso via satélite da Starlink foi bloqueado por dispositivos que interferem nos sinais. Apesar da liberação das chamadas internacionais, o acesso seguro permanece limitado, isolando a população do mundo exterior.

Esse tipo de bloqueio já ocorreu em 2019 e 2022 durante outras manifestações. O governo reforçou o uso de jammers para controlar o acesso à internet, diante do aumento da popularidade da Starlink no país.

O Irã enfrenta desde o dia 8 de janeiro um bloqueio completo da internet. Essa medida foi adotada pelo regime local como resposta aos protestos que começaram em 28 de dezembro. O apagão deixou o país com apenas cerca de 1% da conectividade habitual, segundo a NetBlocks, e afetou uma população de 85 milhões de pessoas.

Mesmo a internet via satélite da Starlink, que costuma funcionar em situações de bloqueio, foi prejudicada por bloqueadores de sinal chamados jammers. Esses dispositivos estão próximos às antenas da empresa de Elon Musk e interferem nas frequências usadas para navegação. A Proton VPN, por sua vez, também informou que as conexões do Irã caíram por causa do desligamento total da internet.

Embora as ligações internacionais, inicialmente bloqueadas, tenham sido liberadas, a conexão segura continua comprometida, deixando a população isolada do restante do mundo. O método usado para bloquear a internet via satélite é considerado complexo, uma vez que o sinal chega por satélites e não depende de infraestrutura terrestre dentro do país.

Esse bloqueio não é inédito: o Irã já impôs essa restrição em 2019 e 2022, durante outras manifestações. A popularidade da Starlink no país cresceu em meio aos protestos, e o governo investiu no uso dos jammers para controlar o acesso à rede.

Via g1

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