O Irã é o principal comprador do milho brasileiro, respondendo por cerca de 22% das exportações. O conflito na região do Golfo, especialmente no Estreito de Ormuz, tem causado instabilidade que pode afetar o escoamento da safra e o comércio global de commodities.
Além do milho, o conflito impacta também soja, farelo de soja, fertilizantes e açúcar. A alta no preço do petróleo eleva os custos de produção e transporte, enquanto tensões políticas influenciam o mercado de biocombustíveis e as relações comerciais entre grandes potências.
Essa situação pode pressionar agricultores brasileiros com preços mais altos de insumos e dificuldades na exportação. A instabilidade reforça a importância de estratégias para mitigar riscos na cadeia produtiva de commodities no Brasil.
O conflito envolvendo o Irã tem gerado preocupações no mercado agrícola, já que o país é o principal comprador de milho brasileiro. Essa situação pode afetar significativamente o comércio e a cadeia de suprimentos de várias commodities, como milho, soja, farelo de soja, fertilizantes e açúcar. A instabilidade na região do Golfo, especialmente no Estreito de Ormuz, compromete rotas vitais para exportação e importação global.
O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a campanha de bombardeios contra o Irã pode durar semanas, o que elevou preços do petróleo e impactou diretamente os custos e a demanda por biocombustíveis, influenciando o mercado de óleo de soja, que registrou alta de até 3,9%. Essa reação também reflete nas políticas americanas de mistura de biocombustíveis, como a gasolina E15 com maior teor de etanol.
A tensão política afeta ainda as relações comerciais entre os EUA e a China, maior consumidora mundial de soja, com risco de atrasos ou interrupções nas compras de soja americana. Além disso, o farelo de soja, importante ração animal importada pelo Irã, sofre queda com a alta das tarifas e produção local crescente nos EUA.
A área do Golfo possui grandes fábricas de fertilizantes, cuja produção e embarque podem ser afetados, pressionando agricultores por preços mais elevados. No Brasil, o milho preocupa porque o Irã responde por cerca de 22% das exportações, e eventuais interrupções podem dificultar o escoamento da safra, mesmo com demanda interna em crescimento.
Via InfoMoney