Irã registra apagão de internet e telefonia durante protestos intensos

Governo do Irã corta internet e telefone para conter protestos; população enfrenta grave crise de comunicação.
09/01/2026 às 16:06 | Atualizado há 14 horas
               
Protestos no Irã desde dezembro por crise econômica resultam em dezenas de mortes. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Desde quinta-feira (8), o Irã enfrenta um apagão quase total da internet e das linhas telefônicas, uma medida do governo para conter a crescente onda de protestos no país. Apenas setores governamentais mantêm o acesso estável, enquanto a população comum sofre restrições severas.

O bloqueio dificulta o compartilhamento de informações, afetando mídias e a comunicação global. Relatos apontam que os cortes também provocaram cancelamentos de voos e persistem até o momento, evidenciando o impacto da crise. As manifestações começaram devido à desvalorização do rial e já resultaram em dezenas de mortes.

Líderes políticos internos e internacionais reagiram às medidas e à repressão. O chefe supremo do Irã acusa os manifestantes de conspiradores estrangeiros, e o presidente dos EUA comenta possíveis ações severas contra o governo iraniano, ampliando as tensões regionais.

Desde quinta-feira (08), moradores do Irã enfrentam restrições no acesso à internet e nas ligações telefônicas, conforme apontam dados da Netblocks e da Cloudflare. Esses bloqueios foram aplicados pelo governo para frear a propagação das manifestações que tomam conta do país. O tráfego online caiu quase 90% durante a noite, afetando principalmente civis, enquanto apenas órgãos governamentais e de segurança mantêm conexão estável.

O acesso limitado dificulta que manifestantes compartilhem vídeos e informações nas redes sociais, além de prejudicar o funcionamento de sites de notícias locais. Relatos indicam que os cortes continuam nesta sexta-feira (9), impactando a comunicação entre os cidadãos e o mundo exterior. O bloqueio também gerou cancelamentos de voos, evidenciando o alcance da medida.

Reza Pahlavi, príncipe herdeiro do Irã e líder na oposição, havia alertado sobre a intenção do governo em suspender as conexões para controlar a divulgação das ações de protesto. Essas manifestações começaram em dezembro, motivadas pela queda do rial iraniano, que perdeu mais de um terço de seu valor em 2025, reduzindo o poder de compra da população.

A ONG Iran Human Rights confirma pelo menos 45 mortes durante os protestos até agora. O líder supremo Ali Khamenei acusa os participantes de serem “mercenários de estrangeiros”, mencionando Donald Trump. Em resposta, o presidente americano avisou que pode agir com rigor caso o Irã aumente a repressão aos manifestantes.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.