O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não aceitará interferência dos Estados Unidos na escolha do novo líder supremo. Ele enfatizou que essa decisão é exclusiva do povo iraniano, realizada conforme os mecanismos previstos no sistema político local.
Araghchi também criticou declarações do ex-presidente americano Donald Trump que sugeriam participação dos EUA na sucessão, classificando-as como desinformação. O chanceler destacou ainda a tecnologia de mísseis iranianos e o compromisso de limitar seu alcance para reduzir tensões internacionais.
Além disso, o ministro acusou Estados Unidos e Israel de atos violentos contra civis iranianos e ressaltou a necessidade de buscar uma solução duradoura para o conflito na região. A posição reforça o clima tenso entre Teerã e Washington e o compromisso do Irã com seu processo político interno.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo que seu país não aceitará qualquer interferência dos Estados Unidos na escolha do novo líder supremo. Em entrevista à NBC News, Araghchi destacou que essa decisão cabe exclusivamente ao povo iraniano, por meio dos procedimentos estabelecidos na estrutura política nacional.
Araghchi reforçou que circulam muitos rumores a respeito da sucessão, mas garantiu que o processo seguirá conforme os mecanismos previstos no sistema político do Irã, realizado pela Assembleia de Peritos eleita pela população. Ele também comentou a declaração do ex-presidente americano Donald Trump, que sugeriu que os EUA deveriam participar da escolha para evitar confrontos recorrentes.
O chanceler iraniano classificou essas declarações como desinformação e abordou a questão dos mísseis. Segundo Araghchi, o Irã possui tecnologia para produzir mísseis, porém limita o alcance intencionalmente a menos de 2 mil quilômetros, buscando minimizar percepções de ameaça internacional.
Além disso, Araghchi acusou os Estados Unidos e Israel de atos violentos contra o povo iraniano, citando ataques contra estudantes, civis e hospitais. Ele enfatizou a necessidade de encerrar definitivamente o conflito e a violência na região, defendendo uma solução duradoura para a guerra.
Essa posição oficial confirma o compromisso do Irã com seu processo político interno e reforça o ambiente tenso entre Teerã e Washington, refletindo nas discussões sobre poder e segurança no Oriente Médio.
Via Sputnik Brasil