O IRB está planejando o futuro com a criação de duas novas seguradoras, uma para danos gerais e outra para vida e previdência. A expectativa é obter autorização da SUSEP e iniciar as operações até o fim deste semestre.
A iniciativa visa fortalecer o segmento de resseguros local e aproveitar sinergias para reduzir custos no setor de vida e previdência. O IRB pretende recuperar o mercado nacional, que teve grande parte dos prêmios cedidos para o exterior desde 2017.
Com índices sólidos de solvência e lucro recuperado, a empresa espera crescer e investir nas novas subsidiárias, garantindo maior capacidade de atendimento e retorno financeiro a partir de 2025.
Quase seis anos após os problemas contábeis que marcaram sua história, o IRB começa a focar em seu futuro. Segundo o CEO Marcos Falcão, “o turnaround acabou” e a expectativa é apresentar resultados sólidos e geração de caixa a partir de 2025. A companhia planeja a abertura de duas seguradoras: uma para danos gerais de grande risco e outra para vida e previdência, ambas com autorização da SUSEP prevista para funcionamento até o fim deste semestre.
A seguradora de danos gerais busca fortalecer o braço de resseguros do IRB. Desde 2017, multinacionais transferem operações para o exterior. Em 2024, 75% dos R$ 31,8 bilhões em prêmios cedidos foram exportados. O objetivo é recuperar esses prêmios oferecendo uma opção local com maior capacidade de resseguro na América Latina.
No segmento de vida e previdência, a abordagem será mais cautelosa, mirando aproveitamento das sinergias para redução de custos. Com a chegada de Ricardo Siquieri, ex-Gen Re, a expectativa é retomar o crescimento com um underwriting mais rigoroso, consolidando o negócio em poucos anos.
O IRB reportou lucro líquido acumulado no terceiro trimestre e conta com índice de solvência regulatória de 251%, o que possibilita o retorno da distribuição de dividendos, estimada em 25% do lucro líquido de 2025. Parte dos recursos será usada para investir nas novas seguradoras, cujo capital mínimo exigido é de R$ 18,5 milhões cada. Desde que Falcão assumiu, a empresa superou prejuízos e voltou a gerar lucro, incluindo R$ 372 milhões em 2024.
Via Brazil Journal