Irmãos gêmeos americanos medem as alturas verdadeiras das maiores montanhas do mundo

Dois irmãos gêmeos escalam e medem montanhas para confirmar suas alturas oficiais e atualizar registros mundiais.
11/01/2026 às 12:14 | Atualizado há 1 mês
               
Projeto americano corrigiu registros da Arábia Saudita e Gâmbia, melhorando dados. (Imagem/Reprodução: Redir)

Dois irmãos gêmeos americanos, engenheiros e experientes montanhistas, estão realizando medições precisas nas maiores montanhas do mundo para confirmar suas altitudes oficiais.

Eles já escalaram centenas de picos, incluindo o Aconcágua e o monte Branco, usando tecnologia avançada para corrigir registros antigos, como no caso do pico East Crestone, nos EUA.

O projeto envolve atualizar mapas globais, enfrentando desafios geográficos e de reconhecimento oficial, com impacto direto na geografia e ciência cartográfica mundial.

Dois irmãos gêmeos americanos, engenheiros e montanhistas experientes, estão medindo as elevações das maiores montanhas do mundo para confirmar se são de fato as mais altas registradas. Eric e Matthew Gilbertson já escalaram 149 picos, incluindo o Aconcágua na Argentina e o monte Branco na Europa, usando equipamentos avançados de topografia para coletar dados precisos.

Em uma expedição recente no Colorado, os irmãos verificaram que o pico East Crestone é mais alto que o tradicionalmente apontado Crestone Peak, alterando o registro oficial da montanha. Esse tipo de descoberta aponta falhas em dados anteriores e aponta para mudanças contínuas na cartografia mundial.

O projeto dos irmãos, conhecido como Country Highpoints, também resultou em novos pontos mais altos oficiais em países como Gâmbia, Arábia Saudita, Uzbequistão, Togo e Guiné-Bissau. Para isso, escalam as montanhas mais altas de cada país, coletando medições rigorosas para atualizar os registros.

Além das medições, eles enfrentam desafios como terrenos difíceis e geografia variável, além de coordenar com entidades oficiais que nem sempre reconhecem os dados coletados. Um exemplo é o monte Rainier, nos EUA, cujo ponto mais alto mudou devido à perda de gelo.

Apesar das dificuldades, Eric e Matthew Gilbertson buscam trazer maior exatidão para a geografia global, atualizando informações que impactam mapas e dados científicos. Eles pretendem continuar subindo picos, obtendo medições detalhadas e compartilhando seus achados com a comunidade geológica e de montanhismo.

Via Folha de S.Paulo

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