Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que Jeffrey Epstein tinha CPF ativo no Brasil desde 2003. Ele também considerou pedir a cidadania brasileira, conforme troca de e-mails com empresária alemã.
Relatos apontam que Epstein esteve no Brasil nos anos 2000 e teria contado com apoio local para a obtenção de prostitutas, incluindo menores. Algumas jovens brasileiras foram levadas para Nova York com vistos custeados por Epstein.
O caso revela uma rede de exploração sexual que envolvia o Brasil e os EUA, aumentando as investigações sobre os crimes atribuídos ao financista e suas conexões internacionais.
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Jeffrey Epstein possuía um CPF ativo no Brasil, registrado em 23 de abril de 2003, com nome completo e data de nascimento. O documento consta em uma das pastas da Biblioteca Epstein, que reúne registros das investigações sobre os crimes sexuais atribuídos ao financista.
A Receita Federal informou que dados sobre o cadastro no CPF só são liberados para o titular, representantes legais ou procuradores mediante comprovação. No caso de estrangeiros falecidos, apenas familiares ou inventariantes podem solicitar informações, seguindo normas da Instrução Normativa RFB Nº 2.172, de 2024.
Em troca de e-mails encontrada entre Epstein e a empresária alemã Nicole Junkermann, consta que o financista considerou pedir a cidadania brasileira. Epstein comentou que a ideia era interessante, embora o visto pudesse complicar viagens internacionais.
Relatos apontam que Epstein esteve no Brasil nos anos 2000 e, junto com o francês Jean-Luc Brunel, teria contado com o apoio de uma cafetina brasileira para obter prostitutas, incluindo menores de idade. Brunel fundou a agência MC2, identificada pelo FBI como fachada para recrutamento de jovens estrangeiras.
Testemunhas indicam que garotas brasileiras foram levadas para Nova York, recebendo vistos custeados por Epstein, e alojadas em apartamentos do empresário. O envolvimento do casal no país levantou suspeitas sobre a rede de exploração sexual coordenada nos Estados Unidos e Brasil.
Via Tribuna Online