O JP Morgan atualizou sua recomendação para as ações do Mercado Livre, passando de neutra para compra, após um período de desempenho abaixo do índice MSCI Latam. O banco ajustou o preço-alvo para US$ 2.800, indicando um potencial de valorização de até 35%.
A revisão da análise considera a melhora na concorrência, principalmente com as taxas próximas entre Shopee e Mercado Livre, e uma expectativa de crescimento superior a 30% no quarto trimestre no Brasil. Além disso, o JP Morgan elevou suas projeções para receita e lucro da empresa em 2026 e 2027.
Depois de um desempenho abaixo do benchmark MSCI Latam, o JP Morgan reavaliou a recomendação para a ação do Mercado Livre, elevando-a de ‘neutro’ para compra. O banco ajustou o preço-alvo para US$ 2.800, indicando um potencial de alta de cerca de 35% em relação ao valor atual da ação.
Desde setembro de 2024, a ação caiu 1,3%, enquanto o MSCI Latam subiu 55,5%. Com o novo posicionamento, o papel chegou a subir mais de 4% nesta quinta-feira.
O upgrade considera principalmente três pontos: o aumento dos take rates da Shopee, o que indica um cenário mais equilibrado na competição; a ausência de riscos significativos para as projeções do consenso de analistas para 2026 e 2027; e a expectativa de crescimento acima de 30% do Mercado Livre no quarto trimestre no Brasil.
O analista Marcelo Santos destacou que, com o ajuste da Shopee, as taxas desta ficaram próximas às cobradas pelo Mercado Livre para produtos acima de R$ 80. Já a Amazon, apesar de renovar seu período promocional, é vista como um competidor de menor impacto.
O JP Morgan também revisou para cima suas estimativas para receita, EBIT e lucro do Mercado Livre em 2026 e 2027, impulsionadas por fatores como fortalecimento do real e peso mexicano e uma recuperação nas margens brasileiras.
Atualmente, a empresa está avaliada em US$ 106 bilhões na Nasdaq, negociando a múltiplos de 35x o lucro estimado para 2024 e 26x para 2027. O banco destaca o Mercado Livre como sua principal indicação no setor de tecnologia da América Latina.
Via Brazil Journal