Juros elevados diminuem expectativa dos Trajano sobre impacto da reforma do IR no varejo

Juros elevados reduzem otimismo sobre reforma do IR e efeitos positivos no varejo em 2026.
09/12/2025 às 14:21 | Atualizado há 4 meses
               
Ju juros altos em 2026 podem afetar negativamente o resultado financeiro das empresas. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Reforma do Imposto de Renda deve aquecer o varejo em 2026, puxada pela redução de tributos e incentivos como o vale-gás em ano eleitoral. No entanto, os altos juros dificultam a conversão desse aumento de vendas em lucro para as empresas do setor.

Fred Trajano, CEO do Magalu, ressalta que a alta taxa de juros compromete o caixa das companhias, mesmo com o provável impulso de R$ 40 bilhões na economia devido a famílias isentas do imposto. Luiza Helena Trajano destaca que a política atual prejudica principalmente pequenas empresas e limita o acesso ao crédito.

Apesar do cenário desafiador, o Magalu mantém otimismo quanto à possibilidade de crescimento e conquista de mercado, mesmo em meio a um ambiente financeiro restritivo. A taxa Selic deve começar a cair em 2024, mas permanecerá alta, mantendo pressões sobre negócios e consumidores.

A Reforma do Imposto de Renda deve movimentar o varejo em 2026, impulsionando o consumo em ano eleitoral. Porém, mesmo com a expectativa de aumento nas vendas provocada pela redução de tributos e benefícios como o vale-gás, o efeito sobre o caixa das empresas pode ser limitado devido aos juros elevados, que seguem afetando os resultados financeiros.

Fred Trajano, CEO do Magalu, destacou que, apesar da demanda forte, a alta taxa de juros representa um desafio para a conversão da receita em lucro. A presença de mais de 11 milhões de famílias isentas do imposto pode injetar cerca de R$ 40 bilhões na economia, mas o custo financeiro ainda compromete o balanço das companhias, principalmente pelo alto valor da despesa com juros.

A previsão é que a Selic inicie uma trajetória de queda em janeiro e termine o ano em patamar próximo a 11%, mantendo o Brasil com a maior taxa de juros global, segundo Trajano. Esse cenário ocorre mesmo com a inflação controlada, o que amplia a pressão sobre empresas e consumidores.

Luiza Helena Trajano, presidente do conselho administrativo do Magalu, também comentou sobre o impacto dos juros, ressaltando que o atual nível é injustificável diante da estabilidade econômica e do mercado de trabalho aquecido. Para ela, essa política prejudica principalmente pequenas empresas, limitando o acesso ao crédito e freando o crescimento.

Apesar dos desafios, o Magalu mantém uma visão otimista sobre o potencial de crescimento durante a crise, focando na capacidade de ganhar market share mesmo em um ambiente financeiro complexo.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.