Letalidade policial aumenta em 17 estados brasileiros em 2025, revela relatório

Letalidade policial subiu em 17 estados brasileiros em 2025, com destaque para Norte e Nordeste, aponta relatório oficial.
05/02/2026 às 10:42 | Atualizado há 1 mês
               
Mortes por policiais crescem 4,5% em 2025, com 18 vítimas diárias no Brasil. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

A letalidade policial no Brasil cresceu em 17 estados no ano de 2025, com um total de 6.519 mortes, um aumento de 4,5% em relação a 2024. As regiões Norte e Nordeste foram as mais afetadas, com estados como Rondônia registrando uma alta de 488% nos casos.

O relatório aponta que o aumento ocorre sob governos de vários partidos e destaca o deslocamento de criminosos do Sudeste para o Nordeste como um fator que agrava a violência. Em resposta, medidas como a instalação de câmeras corporais foram adotadas.

Especialistas criticam a falta de controle efetivo do uso da força policial e a falta de fiscalização. Por outro lado, nove estados tiveram queda nos índices, com Tocantins apresentando uma redução de 55%, mostrando que políticas de segurança podem ser eficazes.

O crescimento da letalidade policial no Brasil foi registrado em 17 estados no ano de 2025, com 6.519 mortes, representando um aumento de 4,5% em comparação a 2024, segundo dados do Ministério da Justiça. Esse número equivale a uma média de 18 mortes por dia, concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Rondônia foi o estado com maior alta, passando de 8 para 47 mortes, o que corresponde a um aumento de 488%. Maranhão e Rio Grande do Norte também apresentaram elevações significativas, com 87% e 51%, respectivamente.

A pesquisa divulgada pela Folha de S.Paulo aponta que o avanço da letalidade policial ocorre sob governanças de diferentes partidos, incluindo PSD, PT, PL, União Brasil, Republicanos, PSB, Novo e MDB. A Bahia lidera em números absolutos, seguida de São Paulo e Rio de Janeiro.

Autoridades do Rio Grande do Norte relacionam o aumento ao deslocamento de criminosos do Sudeste para o Nordeste, intensificando disputas territoriais. Em resposta, o governo aderiu ao programa federal de câmeras corporais, que prevê a instalação de 793 equipamentos em cidades com mais de 100 mil habitantes.

Rafael Rocha, do Instituto Sou da Paz, aponta como causa a ausência de vontade política para controlar o uso da força policial. Ele também critica o Ministério Público pela falta de fiscalização efetiva. A resistência ao controle das ações policiais contribui para elevados índices de violência.

Por outro lado, nove estados tiveram redução nesses índices, destaque para Tocantins, com queda de 55%. A diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, relaciona o aumento a dinâmicas mais amplas da criminalidade e cita iniciativas federais para qualificação do uso da força e ampliação das câmeras corporais.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.