A LG anunciou um investimento de R$ 1,5 bilhão na construção de uma fábrica em Fazenda Rio Grande, no Paraná, que deve começar a operar em julho. Inicialmente, a produção será focada em geladeiras, com capacidade para fabricar até 500 mil unidades por ano, gerando cerca de 500 empregos diretos.
A empresa planeja expandir a produção para máquinas lava e seca em 2027, buscando competir com marcas consolidadas como Brastemp e Electrolux. A fábrica permitirá adaptar os produtos às preferências do consumidor brasileiro, como voltagem bivolt e formatos variados.
A escolha da região sul se deu por questões logísticas e incentivos estaduais. A LG tem o objetivo de alcançar 20% do mercado de refrigeradores no Brasil, sinalizando um reposicionamento focado no fortalecimento da linha branca.
A sul-coreana LG anunciou um investimento de R$ 1,5 bilhão na construção de uma fábrica em Fazenda Rio Grande, no Paraná. A planta, que iniciará operações em julho, terá foco inicial na produção de geladeiras, com capacidade para fabricar até 500 mil unidades por ano. O projeto deve gerar cerca de 500 empregos diretos.
Além das geladeiras, a LG planeja começar a produzir em 2027 máquinas lava e seca, buscando disputar um mercado dominado por marcas como Brastemp e Electrolux. Atualmente, toda a linha de geladeiras vendida pela empresa no Brasil é importada.
Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG Brasil, destaca que a produção local permitirá adaptar os produtos às preferências dos consumidores brasileiros, como voltagem bivolt, formatos de freezer e opções de cores. Essa personalização pretende tornar os equipamentos mais competitivos sem modificar a tecnologia base.
A região sul do país foi escolhida devido à logística, cadeia de suprimentos e incentivos estaduais, além da proximidade com fornecedores. O mercado brasileiro movimenta cerca de R$ 28,5 bilhões por ano, com vendas anuais próximas a 4,8 milhões de geladeiras e 7,2 milhões de máquinas de lavar.
O objetivo declarado da LG é alcançar 20% de participação no segmento de refrigeradores nos próximos anos. O investimento também sinaliza um reposicionamento da empresa, hoje mais reconhecida no país por televisores e ar-condicionado, rumo ao fortalecimento da linha branca.
Para 2026, a empresa projeta crescimento de 12%, com expectativa de impulsionar as vendas ainda mais com a chegada da fábrica e eventos como a Copa do Mundo, que deve aumentar as compras de televisores.
Via Folha de S.Paulo