A experiência de um Write-off de startup é um momento marcante, carregado de aprendizado e reflexão. Para empreendedores e investidores, essa etapa representa o encerramento de um ciclo, trazendo consigo a necessidade de reavaliar estratégias e perspectivas futuras.
O universo das startups é dinâmico e desafiador. Almir Neves, vice-presidente de Startups da Assespro-PR, compartilha sua trajetória, marcada por sucessos e pelo aprendizado do primeiro *write-off*. A jornada, que inclui momentos de liquidez e a inspiração na Gong.io, culminou na criação da hubkn, uma sales ops digital.
A *hubkn* nasceu com a proposta de integrar inteligência comercial aos CRMs das empresas. A validação da tese e a captação de investimento pré-seed pareciam promissoras. No entanto, a falta de aderência ao mercado e a pressão dos investidores levaram a startup ao chamado “vale da morte”.
A busca pela sobrevivência levou à fusão com outra empresa, um momento de alívio seguido pelo desafio de ver o projeto estagnado. O *write-off*, no contexto de *venture capital*, representa a baixa do investimento recebido, um processo que exige a prestação de contas detalhada do uso do capital.
O processo de *Due-diligence* é desafiador, pois levanta grandes passivos que são assumidos ao empreender, como riscos trabalhistas, jurídicos, financeiros e emocionais. É o acúmulo de anos que levam a assinatura fria e melancólica de um contrato que dá baixa ao investimento recebido.
Apesar da decepção, a experiência do *write-off* não diminui a vontade de continuar criando. A fé e os projetos em andamento renovam o desejo de transformar ideias em realidade. É importante lembrar que o fracasso faz parte da jornada empreendedora e pode ser um trampolim para futuros sucessos.
Via Startups