O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, alertou que a inteligência artificial pode automatizar funções tradicionais de colarinho branco em até 18 meses, impactando áreas como direito, contabilidade e gestão. Essa transformação será possível graças à evolução da capacidade computacional que permite sistemas mais eficientes que o trabalho humano.
Apesar de ganhos moderados de produtividade até o momento, a adoção da IA já provocou demissões e mudanças no mercado. Empresas como a Microsoft cortaram milhares de vagas em meio à automação, reforçando o debate sobre o futuro do trabalho.
A inteligência artificial tem potencial para personalizar soluções e aumentar significativamente a produtividade, mas também gera incertezas sobre a manutenção das profissões tradicionais e a necessidade de adaptação rápida dos profissionais.
O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, afirmou que o trabalho de colarinho branco pode ser automatizado em até 18 meses por meio da inteligência artificial. Esse avanço promete mudanças profundas em áreas como direito, contabilidade, marketing e gestão de projetos, onde a IA deve alcançar desempenho equivalente ou superior ao humano em tarefas rotineiras.
Suleyman destaca que o crescimento da capacidade computacional permitirá que sistemas programem melhor que desenvolvedores humanos, acelerando a substituição de funções tradicionais de escritório. Essa visão reforça preocupações já levantadas por líderes de tecnologia sobre o impacto da automação no mercado de trabalho.
Embora exista um aumento na adoção da IA em setores como advocacia e auditoria, os resultados práticos até o momento mostram ganhos moderados de produtividade. Em alguns casos, o uso de IA tem até aumentado o tempo de execução das tarefas. No entanto, há evidências de demissões relacionadas à automação, como nas reduções recentes na Microsoft, que cortou 15 mil vagas em 2025.
No mercado financeiro, preocupações com o avanço da inteligência artificial geraram oscilações significativas em ações de empresas de software. Essa atenção reflete o potencial disruptivo da IA de transformar o trabalho de escritório usual. Suleyman vê a IA como uma ferramenta capaz de personalizar soluções para cada instituição, ampliando a produtividade de forma ampla.
A Microsoft pretende focar no desenvolvimento próprio de modelos avançados para reduzir sua dependência da OpenAI e alcançar o que chama de superinteligência, considerada a “tecnologia mais importante do nosso tempo”.
Via InfoMoney