Como líderes de grandes empresas lidam com a ansiedade dos funcionários diante da IA

Executivos buscam estratégias para aliviar o receio dos funcionários sobre a adoção da inteligência artificial nas empresas.
10/02/2026 às 07:21 | Atualizado há 3 horas
               
Líderes destacam que o importante é adaptar-se à tecnologia, não substituí-la. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Líderes de grandes empresas como Jamie Dimon e Brad Smith estão adotando estratégias para diminuir a ansiedade dos funcionários frente às mudanças trazidas pela inteligência artificial. Eles defendem a cautela na substituição de trabalhadores e investem em requalificação para preparar suas equipes.

Esses executivos destacam a importância de pensar nas consequências sociais e humanas enquanto implementam a tecnologia. O desafio é usar a IA para ampliar as capacidades dos funcionários e não para substituí-los, promovendo assim uma transição mais segura.

Relatórios indicam que o acesso à IA entre funcionários aumentou, mas ainda existem dificuldades pela falta de habilidades. Especialistas ressaltam que o sucesso na adoção da IA depende da preparação dos times, mais do que da velocidade da implementação.

À medida que inteligência artificial transforma o mercado de trabalho, líderes de empresas grandes buscam estratégias para amenizar o receio dos funcionários em relação às mudanças. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, defende cautela na substituição de trabalhadores por IA, alertando para possíveis impactos sociais negativos. Ele revelou planos para requalificar e apoiar seus colaboradores, com mais de 300 mil funcionários em sua folha.

Dimon chegou a considerar a possibilidade de restrições governamentais para evitar demissões em massa causadas pela automação. O executivo enfatiza a importância de pensar nas consequências humanas enquanto investe na implementação da IA.

Essa visão é compartilhada por Brad Smith, presidente da Microsoft, que coloca o foco em usar a tecnologia para ampliar a capacidade dos trabalhadores, e não substituí-los. Smith ressalta que o verdadeiro desafio é garantir que a IA sirva como ferramenta para melhorar o desempenho humano.

Com a expansão da IA nas empresas, o acesso dos funcionários a estas tecnologias aumentou em 50% no último ano, segundo o relatório State of AI in the Enterprise 2026, da Deloitte. No entanto, a falta de habilidades adequadas dos trabalhadores ainda é um impedimento para a integração efetiva da inteligência artificial nos negócios.

Assim, especialistas apontam que o sucesso da adoção da IA depende menos da velocidade da implementação e mais da forma como as organizações preparam seus times para acompanhar as transformações tecnológicas.

Via InfoMoney

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.