Lula afirma que América Latina não é mais formada por países colonizados e defende soberania regional

Lula reafirma que América Latina superou colonialismo e destaca importância da soberania na união regional.
21/03/2026 às 15:22 | Atualizado há 2 horas
               
Lula participa da X Cúpula da CELAC e do I Fórum CELAC-África em Bogotá. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Durante a X Cúpula da CELAC e o I Fórum CELAC-África, Lula afirmou que os países da América Latina não são mais colonizados, destacando a conquista da soberania e a importância de proteger a integridade territorial.

O presidente criticou o bloqueio das Nações Unidas que dificulta sua atuação na paz mundial e apontou o aumento dos conflitos globais desde a Segunda Guerra Mundial, ressaltando a necessidade de cooperação internacional.

Lula ainda falou sobre a relação com a África, ressaltando a cooperação agrícola com o retorno da Embrapa ao continente e reconheceu a dívida histórica do Brasil com os impactos da escravidão, destacando a importância da união entre América Latina e África.

Durante a X Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e o I Fórum CELAC-África, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que não somos mais países colonizados. Ele frisou a conquista da soberania após a independência e a necessidade de proteger a integridade territorial das nações.

Lula criticou o funcionamento das Nações Unidas, observando que a organização enfrenta um bloqueio que impede sua atuação eficaz na manutenção da paz mundial. Segundo ele, o Conselho de Segurança, responsável por garantir a paz, tem sido palco de conflitos promovidos pelos seus membros permanentes.

O presidente expressou preocupação com a atual conjuntura global, marcada pela maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, enfatizando que este cenário exige atenção e cooperação entre os países.

Sobre a relação com a África, Lula ressaltou o potencial agrícola do continente, apontando a cooperação brasileira por meio do retorno do escritório da Embrapa ao continente, o que visa fortalecer a produção de alimentos globalmente.

Além disso, ele falou sobre a dívida histórica do Brasil com a África, lembrando que, apesar de políticas públicas para igualdade racial, o país ainda está longe de reparar os impactos históricos de 350 anos de escravidão.

O discurso ocorreu em Bogotá, Colômbia, destacando a importância da união latino-americana e africana na promoção da autonomia e do desenvolvimento.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.