O presidente Lula criticou a iniciativa do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de criar uma “nova ONU” controlada exclusivamente pelos americanos. Ele ressaltou que o Brasil, mesmo com forças armadas limitadas, mantém sua dignidade e não aceita ordens externas.
Lula destacou que a proposta de Trump ignora a carta original da ONU e rejeita reformas que incluam mais países no Conselho de Segurança. Para preservar o multilateralismo, conversou com líderes como Putin, Xi Jinping e Modi.
O presidente afirmou que o Brasil não busca alianças que o coloquem em subordinação e rejeita qualquer posição de “colônia”. Ele também manifestou desejo de evitar conflitos como o entre Israel e Palestina, reafirmando a soberania brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o multilateralismo está sendo substituído pelo unilateralismo, criticando a iniciativa do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar uma “nova ONU” sob seu comando exclusivo. Em evento com o MST em Salvador, Lula ressaltou que, embora o Brasil tenha forças armadas limitadas, o país mantém sua dignidade e não aceitará ordens externas.
Segundo Lula, a carta original da ONU está sendo ignorada, e em vez de reformas que incluam novos países no Conselho de Segurança, Trump propõe uma organização dominada apenas pelos EUA. O presidente brasileiro destacou que passou a semana dialogando com líderes como Vladimir Putin, Xi Jinping, Narendra Modi e Claudia Sheinbaum, buscando preservar o multilateralismo para evitar que prevaleça a “lei do mais forte”.
Lula defendeu que o Brasil não possui preferência por alianças, mas rejeita qualquer condição que o coloque em posição de subordinação, ou seja, como uma “colônia”. Ele ainda criticou a repetição de conflitos, mencionando o desejo de evitar novas tensões como as que existem entre Israel e Palestina.
“Não queremos mais guerra fria”, disse, reforçando que o país não tem armas, mas mantém o caráter e a soberania para negociar com todos os países “olho no olho”. A fala destaca a preocupação com a preservação da autonomia brasileira dentro do cenário global.
Via Money Times