O presidente Lula destacou durante visita à Índia a importância da parceria entre os dois países para fortalecer o Sul Global frente às potências mundiais. O acordo inclui cooperação em minerais críticos, terras raras, biotecnologia e inteligência artificial.
Além disso, o Brasil e a Índia firmaram compromissos em biocombustíveis, desenvolvimento tecnológico e facilitação do intercâmbio com a ampliação da validade de vistos. A cooperação visa ampliar o comércio bilateral e promover o multilateralismo para enfrentar desafios globais como conflitos e degradação ambiental.
Em visita à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a parceria entre Brasil e Índia visa fortalecer o Sul Global diante do cenário global polarizado pelas potências dos Estados Unidos e China. Após encontro com o primeiro-ministro Narendra Modi, Lula ressaltou acordos bilaterais, incluindo um foco em minerais críticos e terras raras.
O compromisso engloba também a ampliação de investimentos e a cooperação tecnológica, especialmente em setores como inteligência artificial, tecnologia da informação e biotecnologia. Lula mencionou a “Parceria Digital para o Futuro”, que prioriza o uso da tecnologia para promover desenvolvimento inclusivo.
Além disso, o acordo entre os dois países inclui a cooperação na área de biocombustíveis, com a participação do Brasil na Aliança Global, que busca aumentar o uso mundial de combustíveis sustentáveis. No campo da saúde, a Fiocruz firmou parcerias para pesquisa e produção local de medicamentos essenciais, como vacinas para tuberculose e drogas oncológicas.
O presidente brasileiro também destacou a importância do escritório da Embraer em Nova Déli, reflexo da colaboração na área de defesa, e anunciou a ampliação da validade dos vistos para turismo e negócios, de cinco para dez anos, para facilitar o intercâmbio humano.
Com o comércio bilateral batendo recordes e ultrapassando US$ 15 bilhões, Lula indicou a possibilidade de elevar a meta para US$ 30 bilhões. A cooperação entre Brasil e Índia foi caracterizada como um caminho para promover a paz e o multilateralismo, com apoio a esforços para o fim de conflitos globais e o combate a desafios sociais como fome e degradação ambiental.
Via Tribuna Online