O presidente francês Emmanuel Macron pediu que a União Europeia se prepare para discutir a arquitetura de segurança europeia com a Rússia. Ele destacou a necessidade de uma participação direta dos países europeus nessas negociações, criticando a atual mediação liderada pelos Estados Unidos.
Macron ressaltou que a Europa precisa estar pronta para enfrentar os desafios futuros relacionados à segurança regional. A posição do presidente ocorre em meio a movimentos militares do Reino Unido e França na Ucrânia, o que aumenta a tensão na região.
A Rússia, por sua vez, desaprova a iniciativa, considerando qualquer presença da OTAN na Ucrânia uma ameaça. Esse cenário reforça a complexidade das relações europeias e a urgência em estabelecer uma estratégia comum de segurança.
O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou que a União Europeia esteja preparada para debater a arquitetura de segurança europeia envolvendo a Rússia. Após reunião com líderes europeus, Macron ressaltou a importância de o continente estar pronto para futuros desafios, incluindo negociações que integrem Moscou.
Macron defende que a participação europeia direta nas conversas com a Rússia seja retomada, criticando o atual formato onde representantes norte-americanos negociam sem o envolvimento dos países europeus. Para ele, essa configuração não é ideal para tratar das questões relacionadas à segurança e prosperidade na Europa.
A posição do presidente francês surge pouco após o Reino Unido anunciar planos para instalar bases militares, junto com a França, em várias regiões da Ucrânia, além de criar depósitos de equipamentos para as Forças Armadas ucranianas, caso um cessar-fogo seja firmado.
Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou as propostas de Macron como um “jogo da tampinha”, indicando ceticismo quanto às intenções políticas presentes nas declarações.
O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, já havia afirmado que qualquer presença de tropas da OTAN em território ucraniano representa uma ameaça para Moscou, sendo inaceitável para a Rússia, mesmo sob a justificativa de forças de paz.
Esse contexto destaca o momento complexo enfrentado pela Europa em relação ao continente russo, evidenciando a necessidade de definir uma estratégia comum para a segurança regional.
Via Sputnik Brasil