A Maersk está testando uma mistura que contém 50% de etanol e 50% de e-metanol em navios porta-contêineres. Essa iniciativa visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo, responsável por cerca de 3% das emissões globais.
O teste acontece no navio Laura Maersk, o primeiro a operar com combustível bicombustível à base de metanol. A empresa já planeja etapas futuras para usar 100% de etanol, aproveitando a infraestrutura consolidada do Brasil, segundo maior produtor mundial do combustível.
A estratégia da Maersk inclui alcançar emissões líquidas zero até 2040, investindo em navios bicombustíveis e diversificando suas fontes de energia para tornar o transporte marítimo mais sustentável.
A A.P. Moller – Maersk, líder mundial no transporte marítimo de contêineres, anunciou avanços nos testes com etanol em combustível marítimo. Após avaliações iniciais positivas com uma mistura de 10% de etanol e 90% de e-metanol, a empresa expandiu os testes para uma proporção de 50% de cada. O uso do etanol surge como uma das alternativas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE), que correspondem a cerca de 3% das emissões globais.
O teste atual ocorre no navio porta-contêineres Laura Maersk, o primeiro do mundo a operar com combustível bicombustível à base de metanol. A Maersk planeja também avançar para uma mistura com 100% de etanol em etapas futuras, com o objetivo de diversificar as fontes energéticas e acelerar a descarbonização do setor.
A companhia, que atua em cerca de 15% do mercado marítimo global, pretende atingir emissões líquidas zero até 2040. A estratégia inclui explorar várias opções de combustível e tecnologias, reconhecendo que isso é essencial para cumprir as metas climáticas.
O uso do etanol é atraente pelo seu mercado já consolidado e pela infraestrutura existente, o que facilita uma possível transição no transporte marítimo. Em outubro, a Maersk reuniu executivos das maiores produtoras brasileiras de biocombustíveis, refletindo a importância do Brasil como segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos.
Desde 2021, a empresa tem investido em navios capazes de operar com combustíveis alternativos, esperando contar com 19 embarcações bicombustíveis até o final de 2025.
Via Forbes Brasil