O CEO do Magazine Luiza anunciou que a empresa não vai competir por produtos de baixo valor com Mercado Livre e outras varejistas. A estratégia é evitar uma disputa por preços e subsídios que comprometam a rentabilidade.
A companhia prioriza manter margem positiva e opera com foco em um ecossistema integrado entre o online e o offline. Entre as inovações estão a inauguração da Galeria Magalu e o lançamento do “WhatsApp da Lu”, uma ferramenta de vendas pelo aplicativo.
Apesar da queda no lucro líquido no terceiro trimestre de 2025, o resultado superou expectativas de mercado. O Magalu foca na sustentabilidade financeira em um mercado desafiador, com alta dos juros e competição intensa.
O Lucro do Magalu tem sido um ponto de foco para investidores e analistas, especialmente em um cenário de alta competitividade no e-commerce. Recentemente, Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza (MGLU3), anunciou que a empresa não pretende entrar em uma disputa agressiva por produtos de baixo valor, como frete grátis e outros subsídios, estratégia adotada por concorrentes como Mercado Livre e Shopee. A prioridade da companhia é manter a rentabilidade e margens positivas.
Trajano enfatizou que o Magalu busca operar com margem de contribuição sempre positiva, evitando o crescimento a qualquer custo, mesmo que isso signifique abrir mão de um crescimento acelerado. Ele relembrou um período de intensa competição no estoque próprio (1P), que a empresa considerou irracional e optou por não participar. A decisão se mostrou acertada, visto que a atual estratégia mantém a empresa sustentável.
A estratégia do Magazine Luiza está focada em um ecossistema que combina o online com o offline. A varejista planeja inaugurar uma nova unidade no Conjunto Nacional, a Galeria Magalu, que integrará as três subsidiárias da empresa. Além disso, a companhia lançou o “WhatsApp da Lu”, permitindo compras diretamente pelo aplicativo com comparação de produtos e efetivação da compra.
O lançamento inicial do WhatsApp da Lu foi destinado a um milhão de clientes recorrentes, com histórico de compra de pelo menos dez produtos por ano. A expectativa é que até o final de 2025, o serviço seja expandido para toda a base de mais de 30 milhões de consumidores ativos. Essas iniciativas visam fortalecer a multicanalidade e implementar o AI Commerce como pilares para um novo ciclo da empresa.
O CEO do Magalu também comentou sobre o cenário macroeconômico, mencionando que as altas taxas de juros contribuem para uma conjuntura desafiadora. Por um lado, a concorrência acirrada, especialmente nos produtos de menor valor, não é o principal foco da empresa. Por outro, o ambiente macroeconômico dificulta a oferta de condições de compra favoráveis para produtos de maior valor.
No terceiro trimestre de 2025 (3T25), o Lucro do Magalu registrou um lucro líquido ajustado de R$ 21,2 milhões, uma queda de 69,8% em comparação com os R$ 70,2 milhões do ano anterior. Apesar da redução, o resultado superou as projeções do mercado, que estimavam um lucro líquido de R$ 4 milhões. Considerando as receitas não recorrentes, o lucro líquido do trimestre atingiu R$ 84,6 milhões.
O Ebitda ajustado, que mede o desempenho operacional, atingiu R$ 711,4 milhões, uma leve queda de 0,09% em relação ao mesmo período de 2024. A margem Ebitda ajustada também recuou 0,1 ponto percentual, chegando a 7,9%. As despesas financeiras aumentaram 35,6%, totalizando R$ 488,1 milhões, impactadas pela alta dos juros. As vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce (1P) e marketplace (3P), somaram R$ 15,1 bilhões no 3T25.
A empresa está focada em combinar suas operações online e offline, com a futura inauguração da Galeria Magalu no Conjunto Nacional. Essa loja integrará o Magalu com suas subsidiárias, reforçando o ecossistema da companhia. O Lucro do Magalu continua sendo uma prioridade, com a empresa buscando estratégias para manter a rentabilidade em um mercado competitivo.
O Magalu também está investindo no “WhatsApp da Lu“, uma ferramenta que permite aos clientes comprar diretamente pelo aplicativo, comparar produtos e finalizar a compra. Inicialmente disponível para um milhão de clientes recorrentes, a expectativa é que o serviço seja expandido para toda a base de mais de 30 milhões de consumidores ativos até o final de 2025.
Via Money Times