Magda Chambriard, presidente da Petrobras, após conseguir aprovação para explorar petróleo próximo à Amazônia, agora enfrenta o desafio de elaborar o plano de investimentos para 2026-2030. O plano precisa equilibrar demandas do governo Lula por expansão em refino e fertilizantes com interesses de acionistas minoritários.
Com preços do petróleo em US$ 63 por barril, a estatal avalia cortar US$ 5 bilhões em despesas de capital. Sindicatos como a FUP opõem-se aos cortes, enquanto Chambriard prioriza controle de gastos para evitar dívidas elevadas.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, conseguiu recentemente a aprovação para explorar petróleo próximo à Amazônia. Agora, ela enfrenta o desafio de elaborar o Plano da Petrobras para 2026-2030, que precisa equilibrar demandas do governo Lula e interesses de acionistas minoritários.
A estatal, maior produtora de energia da América Latina, lida com operações em expansão, repasses bilionários ao governo e controle de preços de combustíveis. O cargo é instável, com antecessores demitidos rapidamente.
Preços baixos do petróleo, em torno de US$ 63 por barril Brent, pressionam receitas. Cada queda de US$ 10 reduz lucros em cerca de US$ 5 bilhões. Chambriard avalia cortar US$ 5 bilhões em despesas de capital para o plano.
O governo busca expansão em refino e fertilizantes para gerar empregos, mas ela prioriza controle de gastos, evitando erros da década de 2010, quando a dívida explodiu.
Sindicatos, como a FUP, opõem-se a cortes. Lula pressiona por mais investimentos, apesar da queda na receita.
Chambriard tem apoio político forte. Ex-engenheira da Petrobras, subiu na hierarquia apesar de machismo na indústria. Liderou a agência reguladora e obteve licença para perfurar na Foz do Amazonas, iniciando operações em 20 de outubro.
Para 2026, com eleições à vista, preços altos podem forçar subsídios a combustíveis, arriscando finanças. Ela afirma tranquilidade pelo respaldo governamental.
A empresa busca eficiência, antecipando plataformas e reduzindo custos para manter dividendos sem elevar dívida.
Via InvestNews