Marcas próprias deixaram de ser apenas um diferencial para virar estratégia essencial no varejo brasileiro, abrangendo supermercados e farmácias regionais. O segmento movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano, com produtos variados como fraldas e cápsulas de café, que ajudam a fidelizar clientes e ampliar margens.
Associações como a Assifarma, com 1.200 lojas, e empresas como Intercron impulsionam o desenvolvimento das marcas exclusivas, projetando faturamento bilionário para os próximos anos. Grandes redes já contam com fatias expressivas de receita vindas dessas marcas, como Carrefour e RD Saúde.
Apesar do crescimento, o principal desafio segue sendo a confiança do consumidor em relação às marcas próprias. O mercado brasileiro aposta agora na qualidade, tecnologia e escala para transformar ainda mais o varejo, acompanhando tendências globais, especialmente no setor alimentício e têxtil.
Ter marca própria já não é diferencial, mas exigência para supermercados e farmácias que buscam se destacar no mercado. Essa estratégia, antes comum apenas em grandes redes, vem ganhando espaço em estabelecimentos regionais, movimentando mais de R$ 100 bilhões anualmente. Produtos variados, como fraldas, algodão para curativos e cápsulas de café, têm sido uma aposta para fidelizar clientes e aumentar margens.
Na Assifarma, associação que integra 12 grupos com 1.200 lojas, a empresa Intercron desenvolve marcas exclusivas e projeta faturar R$ 1 bilhão em 2025. A Intercron oferece mais de 1.200 itens, incluindo produtos diferenciados, como cremes com peptídeos, facilitando a entrada de redes menores no mercado com custos reduzidos.
Grandes redes já apresentam fatias expressivas de seu faturamento com marcas próprias. A RD Saúde, líder no setor farmacêutico, alcançou R$ 1,7 bilhão em vendas de seus rótulos no último ano. No varejo alimentar, o Carrefour Brasil reporta 24,7% das vendas em produtos próprios, com crescimento acelerado desde 2023.
Nos Estados Unidos, a força das marcas próprias supera gigantes como Unilever e Pepsico. No Brasil, o segmento ainda representa fatias menores, porém registra crescimento, principalmente no varejo alimentar e têxtil, onde marcas próprias já faturam R$ 150 bilhões, sendo R$ 110 bilhões do setor de vestuário.
O desafio para o avanço maior está na confiança do consumidor, ainda fiel a marcas tradicionais. No entanto, o mercado se prepara para expandir com qualidade, tecnologia e escala, refletindo uma transformação importante no varejo brasileiro.
Via InvestNews