Marfrig e Minerva: Disputa pelo Controle de Frigoríficos Uruguaios

A disputa entre Marfrig e Minerva por frigoríficos no Uruguai se intensifica amid restrições comerciais. Entenda os desdobramentos dessa batalha.
29/08/2025 às 18:02 | Atualizado há 3 horas
Disputa Marfrig e Minerva
Plantas no Uruguai: estratégia essencial para o sucesso das brasileiras no mercado global. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A disputa entre Marfrig e Minerva no Uruguai pelo controle de frigoríficos se intensifica. Essa competição surge em um contexto de tarifas elevadas dos EUA, que tornaram esses ativos ainda mais valiosos. Com as preocupações de domínio de mercado, o Conselho Antitruste do Uruguai bloqueou a aquisição, aumentando a tensão entre as empresas.

Marfrig interrompeu a venda de três plantas frigoríficas para a Minerva, citando que a aprovação antitruste não ocorreu. Apesar disso, a Minerva alega que o acordo ainda é válido e deve ser mantido. A batalha continua, refletindo as mudanças dinâmicas no setor ao longo do tempo.

As operações no Uruguai se tornaram estratégicas devido às tarifas que impactam as exportações para os EUA. Enquanto a Marfrig busca se proteger contra a volatilidade comercial, a Minerva utiliza essa situação como uma oportunidade de expansão. Nesse cenário, o futuro das empresas brasileiras se entrelaça com as condições do mercado global.
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A Disputa Marfrig e Minerva pela posse de plantas de processamento de carne bovina no Uruguai se intensificou, com tarifas dos EUA elevando o valor estratégico desses ativos. A batalha empresarial ocorre em meio a uma revisão antitruste que pode redefinir o panorama da indústria frigorífica na América do Sul.

A Marfrig, sediada em São Paulo, comunicou o encerramento da venda de três frigoríficos à Minerva, alegando que a aprovação antitruste não foi obtida no prazo de dois anos. A Minerva, por sua vez, discorda e afirma que o acordo permanece válido, adicionando mais um capítulo à Disputa Marfrig e Minerva.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) do Uruguai barrou inicialmente o negócio, citando preocupações sobre o potencial domínio de mercado da Minerva no setor pecuário. A empresa brasileira recorreu da decisão, buscando reverter o bloqueio.

As plantas no Uruguai ganharam importância para ambas as empresas devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Para a Marfrig, o negócio concluído em 2023 reduziria sua presença fora do Brasil na América do Sul, aumentando sua vulnerabilidade às políticas comerciais de Donald Trump. Já a Minerva, com operações em outros países como Paraguai e Argentina, busca na aquisição uma alternativa para mitigar o impacto das tarifas. A Disputa Marfrig e Minerva reflete uma busca por adaptação e vantagem competitiva em um cenário global complexo.

Dados da IHS Markit Customs revelam que a National Beef, controlada pela Marfrig e grande fornecedora de carne bovina nos EUA, já importa carne do Uruguai. A Minerva também realiza exportações de carne uruguaia para o mercado americano, conforme os registros.

A comissão antitruste do Uruguai não se manifestou sobre o caso até o momento. O desenrolar da Disputa Marfrig e Minerva é aguardado com expectativa pelo mercado e pode ter implicações significativas para o setor de frigoríficos no Brasil e na região.

As ações da Marfrig apresentaram alta de até 6,1% nesta sexta-feira. A Minerva também registrou avanço de até 2%, mas perdeu o ganho ao longo do dia. A volatilidade nas ações demonstra a atenção do mercado em relação à Disputa Marfrig e Minerva e seus possíveis desdobramentos.

Via InvestNews

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.