Pesquisas recentes indicam que Marte está girando mais rapidamente, com seu dia encurtando em frações de milésimo de segundo a cada ano. A descoberta foi feita pela missão InSight da NASA, por meio do experimento RISE, que analisou a rotação do planeta vermelho.
Os cientistas acreditam que essa aceleração está ligada a uma anomalia no manto de Marte, na região de Tharsis, onde há vulcões gigantes como o Monte Olimpo. Uma massa menos densa, chamada pluma do manto, se move para a superfície, causando uma redistribuição de massa que acelera a rotação.
Essa teoria sugere que Marte ainda possui atividade interna e calor suficiente para sustentar movimentos geológicos, contrariando a ideia de que o planeta estaria inativo. Novas missões serão importantes para entender melhor essa dinâmica e seus efeitos na rotação marciana.
Marte, considerado por muito tempo um planeta geologicamente inativo, mostra sinais de estar girando mais rápido. A missão InSight, da Nasa, detectou que a velocidade de rotação do planeta está aumentando cerca de 4 milésimos de segundo de arco por ano, reduzindo o tempo de um dia marciano em frações de milissegundo. Essa descoberta foi possível graças ao experimento RISE, que revelou essa aceleração ainda pouco explicada.
Cientistas inicialmente pensaram que a variação se devia ao acúmulo de gelo nas calotas polares ou processos de rebote pós-glacial, que mudam a distribuição da massa do planeta, semelhante ao efeito do corpo de um patinador ao girar. Porém, um estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets indica que a causa pode estar relacionada a uma anomalia profunda no manto marciano, na região de Tharsis, famosa por seus vulcões gigantes, como o Monte Olimpo.
Essa anomalia consiste em uma massa menos densa subindo do interior do planeta, conhecida como pluma do manto, que desloca material em direção à superfície. Esse movimento interno redistribui a massa e aproxima parte dela do eixo de rotação, aumentando a velocidade do giro de Marte. Dados gravitacionais acumulados desde a década de 1970 confirmam padrões incomuns nessa região, reforçando a hipótese de atividade interna ainda presente.
Se confirmada, essa teoria indica que Marte mantém calor suficiente para sustentar movimentos internos e vulcânicos, desafiando a ideia de que o planeta estaria friamente inerte há bilhões de anos. Novas missões serão essenciais para aprofundar o conhecimento sobre essa dinâmica interna e seu efeito na rotação marciana.
Via Galileu