Mastercard assume 31,8% das ações da Westwing após bloqueio ao Will Bank

Mastercard passa a controlar 31,8% das ações da Westwing após bloquear cartões do Will Bank.
20/01/2026 às 20:33 | Atualizado há 2 horas
               
Mastercard Brasil agora detém 31,87% do capital social da Westwing, com 3,54 mi ações. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A Mastercard Brasil passou a controlar 31,87% do capital social da Westwing, totalizando 3,54 milhões de ações. Essa aquisição ocorreu após a Mastercard interromper a aceitação de cartões vinculados ao Will Bank, do Grupo Master.

A participação da Mastercard decorre de ações anteriormente ligadas a Nelson Tanure, que enfrenta investigações e bloqueios relacionados ao Banco Master. A Mastercard não pretende manter a posição acionária e planeja vender as ações conforme as regras vigentes.

A suspensão do Will Bank pela Mastercard ocorreu devido a problemas na liquidação de transações financeiras. A venda futura das ações pode aumentar a oferta no mercado e impactar temporariamente o preço das ações da Westwing.

A Westwing comunicou que a Mastercard Brasil passou a controlar 31,87% do capital social da empresa, equivalente a 3,54 milhões de ações. Este movimento não representa uma entrada estratégica da Mastercard como sócia. A transação ocorreu após a Mastercard interromper a aceitação de cartões vinculados ao Will Bank, pertencente ao Grupo Master.

Fontes indicam que a participação da Mastercard veio de ações anteriormente ligadas a Nelson Tanure. As gestoras de recursos próximas a ele, WNT e Trustee, detinham juntos mais de 45% das ações da Westwing. Tanure enfrenta investigações ligadas ao Banco Master, incluindo a apreensão de seu celular pela Polícia Federal e bloqueio de bens.

A decisão da Mastercard suspender o Will Bank segue relatos de que transações financeiras do banco não foram liquidadas recentemente. A empresa afirmou acompanhar as operações da instituição para garantir o cumprimento de regras e leis locais. A aquisição das ações decorreu de uma alienação fiduciária, em que a garantia não cumprida levou a Mastercard a ficar temporariamente com os papeis.

A Mastercard anunciou que não pretende manter essa posição acionária, planejando vender as ações conforme normas vigentes. Também deixou claro que não exercerá direitos políticos ligados à participação, como voto em assembleias ou influência estratégica. O futuro da venda pode aumentar a oferta das ações e impactar temporariamente seu preço no mercado.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.