Medicamentos para emagrecimento podem reduzir custos das companhias aéreas nos EUA em US$ 580 milhões por ano

Uso de remédios para emagrecer pode ajudar aéreas dos EUA a economizarem US$ 580 milhões ao ano em combustível.
02/02/2026 às 06:41 | Atualizado há 3 horas
               
Descrição destaca que passageiros leves reduzem custos de combustível para companhias aéreas. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Um estudo revelou que o uso de medicamentos para perda de peso nos Estados Unidos pode levar a uma economia anual de US$ 580 milhões para as principais companhias aéreas. Essa redução ocorre devido ao menor consumo de combustível, já que o peso total dos passageiros diminui.

As companhias American Airlines, Delta Air Lines, Southwest Airlines e United Airlines podem se beneficiar com essa mudança, pois o combustível representa cerca de 20% dos seus custos. Essa economia impacta diretamente no aumento do lucro por ação.

Além do combustível, a redução do peso dos passageiros pode afetar a compra de lanches a bordo e outras receitas. O desafio é acompanhar como esses medicamentos vão influenciar o setor aéreo futuramente.

Medicamentos para perda de peso, como o Ozempic, famosos pela aplicação prática e resultados rápidos, podem impactar também os custos das companhias aéreas nos Estados Unidos. Um estudo da Jefferies aponta que os quatro maiores grupos aéreos — American Airlines, Delta Air Lines, Southwest Airlines e United Airlines — podem economizar até US$ 580 milhões anuais em combustível com a redução do peso dos passageiros.

A redução do peso total a bordo diminui a quantidade de combustível necessária para o voo. Segundo Sheila Kahyaoglu, analista da Jefferies, o peso dos passageiros sempre foi um fator a ser considerado pelas companhias aéreas. Cerca de 12% dos adultos americanos usam medicamentos do tipo GLP-1, que ajudam na perda de peso.

O combustível representa cerca de 20% dos gastos totais dessas empresas, e o estudo estima que elas consumir 16 bilhões de galões de combustível em 2026, custando cerca de US$ 38,6 bilhões. A economia gerada pelos passageiros mais leves equivaleria a cerca de 1,5% desses custos. Mesmo assim, essa porcentagem já pode aumentar o lucro por ação em 4%.

A redução de peso também pode afetar outras receitas, já que passageiros tendem a adquirir menos lanches a bordo. O controle de peso nas aeronaves é uma prática antiga entre as empresas, que antes chegaram a retirar alimentos para economizar combustível. O desafio agora é acompanhar como a influência dos medicamentos para emagrecer pode alterar o cenário da aviação.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.