Mercado brasileiro de canetas para emagrecimento deve atingir R$ 20 bilhões em 2026

Mercado de canetas para emagrecimento no Brasil deve crescer e alcançar R$ 20 bilhões até 2026 com genericos e maior oferta.
23/12/2025 às 12:01 | Atualizado há 3 meses
               
Com a queda da patente da semaglutida, mercado deve dobrar e aumentar a concorrência. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O mercado brasileiro de canetas para emagrecimento está em rápida expansão, impulsionado pela expiração da patente da semaglutida em 2026, o que deve reduzir os preços com a chegada de versões genéricas. Estimativas indicam que o setor poderá quase dobrar, passando dos atuais R$ 11 bilhões para cerca de R$ 20 bilhões.

Além da semaglutida, o aumento da oferta da tirzepatida, outra medicação utilizada, contribui para o crescimento do segmento. Atualmente, o uso dessas canetinhas é baixo, com apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso utilizando o produto, mas a expectativa é que a maior disponibilidade e queda de preços ampliem o acesso.

O mercado nacional também deve se fortalecer com investimentos em produção local e parcerias para distribuição dos genéricos. O aumento do acesso pode impactar hábitos alimentares e setores como varejo de alimentos e academias, refletindo mudanças no estilo de vida dos consumidores.

O mercado brasileiro de canetinhas para emagrecimento está em rápida expansão, com estimativas do UBS apontando movimentação de cerca de R$ 11 bilhões em 2025 e previsão de quase dobrar para R$ 20 bilhões em 2026. Esse crescimento está ligado à expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, marcada para 20 de março de 2026, data confirmada pelo STJ.

Além da queda de preços esperada com a chegada de versões genéricas, o aumento da oferta da tirzepatida — base do Mounjaro — deve impulsionar ainda mais o mercado. No fim de 2025, o UBS já indicou crescimento nas vendas, com a tirzepatida respondendo por 57% do volume do segmento no último trimestre.

Embora a popularidade das canetinhas para emagrecimento aumente, o acesso ainda é limitado, com apenas 1,1% dos adultos com sobrepeso usando o produto. O alto custo e a oferta restrita são barreiras que dificultam a expansão atual, mas o cenário deve mudar com genéricos e maior disponibilidade.

O estoque nacional também deve crescer, já que a EMS investiu mais de R$ 1 bilhão na produção local desses medicamentos. Já a Novo Nordisk firmou parceria com a Eurofarma para distribuir versões alternativas da semaglutida, sinalizando mudanças no mercado antes mesmo de 2026.

Enquanto isso, cresce o mercado paralelo, alimentado pela diferença de preços entre Brasil e países vizinhos, como o Paraguai, onde o custo dos medicamentos pode ser até três vezes menor.

O aumento do acesso às canetinhas para emagrecimento pode influenciar hábitos alimentares e setores além da saúde, como o varejo de alimentos e academias, refletindo mudanças no consumo e estilo de vida.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.