Mercado financeiro acompanha inflação no Brasil e dados de emprego nos EUA

Pré-mercado destaca inflação estável no Brasil e indicadores divergentes de emprego nos EUA. Saiba os impactos no mercado financeiro internacional.
08/01/2026 às 09:25 | Atualizado há 1 mês
               
Notícias e indicadores essenciais que impactam preços dos ativos em 8 de janeiro. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O mercado financeiro monitorou de perto os dados econômicos recentes do Brasil e dos Estados Unidos. No Brasil, o IGP-DI de dezembro mostrou leve alta de 0,10%, com uma deflação anual projetada de 1,20%, reflexo da queda no preço ao produtor, embora os preços ao consumidor continuem elevados em setores como transporte e habitação.

Nos EUA, os pedidos iniciais de seguro-desemprego não deram sinais claros sobre a saúde do emprego, enquanto o setor de serviços mostrou crescimento acima do esperado, mas o número de vagas abertas ficou abaixo da previsão. Esses fatores mantêm a inflação pressionada e desafiam a adoção de cortes nos juros.

Os contratos futuros das bolsas americanas abriram em baixa, e os índices brasileiros iniciaram estáveis após recuo recente. A atenção do mercado está na continuidade das políticas do Federal Reserve para conter a inflação sem comprometer a retomada do emprego.

Os investidores seguem atentos ao impacto da chegada do petróleo venezuelano no mercado internacional, enquanto observam os primeiros indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos e no Brasil. No país, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro subiu para 0,10%, depois de quase estabilidade em novembro, refletindo uma deflação anual de 1,20% em 2025, comparado a um aumento de 6,86% em 2024, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda anual decorre principalmente da retração de 3,61% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), marcando o primeiro resultado negativo desde 2023. Entretanto, os preços ao consumidor permanecem altos, especialmente em transporte, habitação e vestuário.

Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego não trouxeram clareza sobre a atividade econômica recente. O setor de serviços mostrou-se mais aquecido do que o esperado, com o índice ISM de dezembro alcançando 54,4 pontos, impulsionado pelo aumento de novos pedidos, produção e retomada do emprego.

Por outro lado, o relatório JOLTs indicou abertura de vagas abaixo do previsto, sugerindo uma dinâmica de contratação mais contida no fim do ano. Essa estabilidade no setor de serviços, com salários elevados e oferta reduzida de trabalhadores, mantém a pressão sobre os custos estruturais e a inflação.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, condiciona novos cortes de juros à diminuição dessas pressões, o que ainda não se evidencia nos dados atuais. No pré-mercado, os contratos futuros dos principais índices americanos continuam em baixa, enquanto o ETF EWZ, que representa ações brasileiras em Nova York, inicia o dia estável após queda do Ibovespa na quarta-feira.

Via Forbes Brasil

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