O mercado de créditos de carbono no Brasil está em crescimento, impulsionado pela criação do mercado regulado previsto para 2030, que exigirá redução ou compensação das emissões pelas empresas poluidoras.
Além disso, o mercado voluntário, onde empresas buscam compensação de forma voluntária, já está ativo. Os créditos são gerados por projetos de preservação, recuperação florestal e energia limpa, contribuindo para o combate ao desmatamento e à mudança climática.
O Brasil representa entre 10% e 15% da produção mundial desses créditos, com grande potencial financeiro e riscos de fraudes que vêm sendo monitorados. O mercado deve atrair mais investimentos nos próximos anos, impulsionando ações ambientais.
A demanda por créditos de carbono no Brasil deve aumentar nos próximos anos, impulsionada pela preparação do mercado regulado, previsto para iniciar suas operações em 2030. Este mercado exigirá que empresas poluidoras reduzam suas emissões de gases de efeito estufa ou comprem créditos para compensar suas emissões. Paralelamente, governos estaduais já iniciam projetos para emitir seus próprios créditos, buscando retorno financeiro.
Um crédito de carbono representa a absorção ou a não emissão de uma tonelada de carbono na atmosfera. Isso inclui outros gases de efeito estufa, convertidos em equivalentes de carbono. No Brasil, os créditos são gerados principalmente por projetos que preservam áreas ameaçadas de desmatamento, por recuperação florestal e pela geração de energia limpa, como solar e eólica.
Existe também o mercado voluntário, no qual as empresas adquirem créditos por iniciativa própria para alcançar metas ambientais. Já o mercado regulado impõe limites oficiais e determina regras de compensação, com o Ministério da Fazenda definindo até 2026 a porcentagem permitida de compensação por créditos.
Segundo dados do Banco Mundial, em 2025, créditos de restauração custavam cerca de US$ 15,5, enquanto créditos de conservação e energia limpa valiam respectivamente US$ 5,3 e US$ 1. Contratos de longo prazo, comuns principalmente com grandes empresas de tecnologia, alcançam preços maiores, como créditos de restauro acima de US$ 30.
O Brasil é responsável por aproximadamente 10% a 15% da geração mundial de créditos, participação que representa volumes financeiros expressivos entre US$ 588 milhões estimados para o período de 2011 a 2025 em crédito florestal. O setor continua em expansão, com atenção ao combate a fraudes que já impactaram o mercado.
Via ES Hoje