Meta investe em energia nuclear para alimentar data centers nos EUA

Meta firma contratos de energia nuclear para seus data centers e destaca o urânio como foco entre investidores globais.
12/01/2026 às 10:43 | Atualizado há 4 horas
               
Meta investe em energia nuclear nos EUA para alimentar data centers de inteligência artificial. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Meta firmou contratos com três empresas americanas para garantir energia nuclear em seus data centers de inteligência artificial, ampliando a participação no setor.

Esses acordos visam ampliar a capacidade das usinas nucleares existentes, com projeção de adicionar 6,6 gigawatts até 2035. O mercado de urânio atrai investidores devido à restrição na abertura de novas minas.

O interesse pela energia nuclear das gigantes de tecnologia destaca o crescimento global da fonte atômica, enquanto o fundo brasileiro NUCL11 valoriza-se no segmento.

A Meta firmou contratos com três empresas americanas de geração nuclear para abastecer seus data centers de inteligência artificial, reforçando a importância dessa fonte de energia para as gigantes de tecnologia. As ações das fornecedoras Vistra e Oklo subiram mais de 8%, enquanto a Constellation, que já fez acordos com a Meta e Microsoft, valorizou 6% na bolsa.

Esses contratos visam manter e ampliar a operação de três usinas nucleares, posicionando a Meta como um dos maiores compradores de energia nuclear nos EUA. Os projetos ligados à negociação devem adicionar 6,6 gigawatts à capacidade até 2035. A Microsoft possui contrato com Constellation para reativar um reator na usina Three Mile Island, previsto para iniciar em 2028.

A demora para implantar novas usinas explica a preferência por retomar reatores existentes, acelerando a expansão da energia atômica. Paralelamente, China e diversos países, inclusive Japão, estão investindo em novas usinas, impulsionando o setor globalmente.

Esse interesse reforça a atenção dos investidores à commodity usada na geração nuclear, o urânio. Gestores destacam que a dificuldade crescente para abrir minas e o aperto do mercado indicam tendência de alta no preço da matéria-prima, sem necessidade de expansão imediata da capacidade instalada.

O fundo brasileiro NUCL11, que reúne mineradoras e geradoras nucleares, valorizou 36% em reais em 2025, refletindo o interesse global por participação nesse segmento.

Via Brazil Journal

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