Documentos internos mostram que a Meta lucrou cerca de US$ 16 bilhões em 2024 com anúncios relacionados a golpes, produtos proibidos e fraudes. Essa quantia representa cerca de 10% da receita anual da empresa, que inclui plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.
Esses anúncios expuseram bilhões de usuários a fraudes de comércio eletrônico, investimentos falsos e cassinos ilegais. Apesar dos sistemas de alerta, a empresa bloqueia contas apenas com certeza alta de fraude, mantendo anúncios suspeitos ativos mediante penalidades financeiras.
A Meta reconhece o problema e afirma ter reduzido denúncias de golpes em 58% nos últimos 18 meses. A empresa promete investir em medidas para detectar e remover anúncios fraudulentos, enfrentando o desafio de proteger os usuários sem comprometer negócios.
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Documentos internos da Meta revelam que a empresa lucrou cerca de US$ 16 bilhões em 2024 com anúncios de golpes e produtos proibidos, o que corresponde a 10% de sua receita anual. A Reuters teve acesso aos arquivos que mostram que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, falhou em identificar e bloquear uma quantidade significativa de anúncios fraudulentos por pelo menos três anos.
Esses conteúdos expuseram bilhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e a venda de produtos médicos proibidos. Um relatório interno de dezembro de 2024 indicou que a Meta exibe diariamente cerca de 15 bilhões de anúncios classificados como de “alto risco”, com fortes indícios de fraude.
Outro documento aponta que a empresa arrecada aproximadamente US$ 7 bilhões anualmente com esse tipo de publicidade. Grande parte das fraudes foi cometida por anunciantes sinalizados pelos sistemas de alerta internos da Meta.
Mesmo assim, a Meta só bloqueia contas quando seu algoritmo indica uma certeza de 95% de que o anunciante está cometendo fraude. Se o sistema apontar um provável golpista, mas com menor grau de certeza, a Meta aplica taxas maiores como penalidade para desestimular a publicação de anúncios suspeitos.
Os relatórios indicam que usuários que clicam em anúncios de golpes tendem a receber mais conteúdo similar, devido ao sistema de personalização da Meta, que mostra anúncios com base nos interesses e interações dos usuários.
Os documentos foram produzidos entre 2021 e 2025 nas divisões de finanças, lobby, engenharia e segurança, refletindo os esforços da Meta para medir o tamanho do abuso em suas plataformas, bem como sua hesitação em adotar medidas que possam prejudicar seus interesses comerciais.
Em comunicado à Reuters, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou que os documentos “apresentam uma visão seletiva que distorce a abordagem da Meta em relação a fraudes e golpes”. Stone também mencionou que a estimativa interna de que 10,1% da receita de 2024 viria de anúncios de golpes e outros anúncios proibidos era “aproximada e excessivamente abrangente”.
A empresa determinou posteriormente que o número real era menor, pois a estimativa incluía “muitos” anúncios legítimos também. Stone se recusou a fornecer o número atualizado, mas garantiu que a avaliação foi feita para validar os investimentos planejados em integridade, incluindo o combate a fraudes e golpes.
Stone enfatizou que a Meta combate agressivamente fraudes e golpes, pois esse tipo de conteúdo não é desejado nas plataformas. Ele adicionou que, nos últimos 18 meses, houve uma redução de 58% nas denúncias de anúncios de golpes em todo o mundo e que, em 2025, mais de 134 milhões de anúncios fraudulentos foram removidos.
Outros relatórios indicam que a Meta prometeu reforçar o combate a fraudes e estabeleceu, em um documento de 2024, reduzir em até 50% os golpes com anúncios em alguns mercados. Há também registros de gerentes elogiando equipes por esforços bem-sucedidos nesse trabalho.
Ao mesmo tempo, a própria pesquisa da Meta indica que suas plataformas se tornaram um pilar da economia global de fraudes. Uma apresentação de maio de 2025 da equipe de segurança estimou que as plataformas da Meta estavam envolvidas em um terço de todos os golpes bem-sucedidos nos EUA.
A Meta também reconheceu, em documentos internos, que alguns de seus principais concorrentes estavam fazendo um trabalho melhor na eliminação de fraudes em suas plataformas. Uma análise interna de abril de 2025 concluiu que é mais fácil anunciar golpes nas plataformas da Meta do que no Google, sem apresentar os motivos por trás dessa conclusão.
Diante desse cenário, a Meta enfrenta o desafio de equilibrar seus interesses comerciais com a necessidade de proteger seus usuários de anúncios de golpes e outras formas de fraude. A empresa promete continuar investindo em integridade e aprimorando seus sistemas de detecção e remoção de conteúdo fraudulento. Resta saber se essas medidas serão suficientes para reduzir significativamente o impacto dos golpes em suas plataformas.
Via G1
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