Meta registrou US$ 3 bilhões em receita com anúncios fraudulentos da China em 2024

Meta arrecadou US$ 3 bi com anúncios falsos da China em 2024, apesar de medidas antifraude.
16/12/2025 às 14:41 | Atualizado há 2 semanas
               
Publicidade enganosa no Facebook, Instagram e WhatsApp impacta usuários fora da China. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A Meta faturou ao menos US$ 3 bilhões em 2024 com anúncios fraudulentos originados na China, cerca de 19% da receita total publicitária chinesa na plataforma. Entre os golpes estavam publicidades falsas, pornografia e jogos de azar não autorizados exibidos no Facebook, Instagram e WhatsApp.

Apesar de criar uma equipe antifraude para combater essas propagandas, a equipe foi dissolvida após intervenção do CEO Mark Zuckerberg, e os anúncios proibidos voltaram a crescer em 2025. A receita da empresa com publicidade chinesa representa mais de 10% do faturamento global.

A Meta afirma ter removido milhões de anúncios falsos e trabalha com investigações de fraudes. O governo chinês, por sua vez, não tem atuado para coibir esses golpes que afetam principalmente pessoas fora do país.

A Meta arrecadou ao menos US$ 3 bilhões em anúncios fraudulentos pagos por clientes da China em 2024, cerca de R$ 16,3 bilhões. Segundo uma investigação da Reuters, esse valor representa 19% dos mais de US$ 18 bilhões obtidos com publicidade chinesa na empresa. Essa receita vem de anúncios falsos, pornografia, jogos de azar não autorizados e outros conteúdos ilegais exibidos no Facebook, Instagram e WhatsApp.

A empresa criou em 2024 uma equipe antifraude para combater essas propagandas, conseguindo reduzir a receita com essa publicidade de 19% para 9% na segunda metade do ano. Porém, documentos internos revelam que o time foi dissolvido após intervenção do CEO Mark Zuckerberg, que teria ordenado reforço no combate global, mas suspendeu essa ação específica. Após a dissolução, anúncios proibidos voltaram a gerar 16% da receita na China em 2025.

Apesar das plataformas serem bloqueadas na China, o governo deixa que empresas locais realizem anúncios para públicos fora do país, uma receita que equivale a mais de 10% do faturamento global da Meta. Entre as vítimas estão moradores de Taiwan, que compraram suplementos falsificados, além de cidadãos americanos e canadenses enganados por especialistas fraudulentos em investimentos nas redes sociais da Meta.

A companhia informa que, nos últimos 18 meses, removeu ou bloqueou 46 milhões de anúncios falsos originados da China e restringiu clientes que praticam atividades ilegais. A Meta também tem auxiliado em investigações de fraudes relacionadas a publicidade online. Por sua vez, o governo chinês não se manifestou sobre o assunto e costuma não agir contra golpes que atingem pessoas fora do país.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.