Meta, TikTok e YouTube serão julgados nos EUA por suposto vício em jovem

Meta, TikTok e YouTube são levados a julgamento nos EUA por suposto vício que afetou jovem de 19 anos.
26/01/2026 às 15:26 | Atualizado há 3 horas
               
Meta nega vício em usuários; YouTube não se pronuncia sobre o assunto. (Imagem/Reprodução: Redir)

Meta, TikTok e YouTube serão julgados nos Estados Unidos por alegações de terem causado dependência em uma jovem de 19 anos. O processo, que ocorre na Califórnia, é o primeiro desse tipo contra grandes empresas de mídia digital.

A ação judicial questiona se o design das plataformas levou a depressão e pensamentos suicidas da jovem. O júri avaliará se houve negligência das empresas em relação à saúde mental da autora.

Meta nega responsabilidade, YouTube argumenta distinção de suas plataformas e TikTok não comenta o processo. O caso destaca o debate sobre o impacto das redes sociais na saúde mental jovem.

Meta, TikTok e YouTube serão julgados nos Estados Unidos por alegações de terem causado vício em uma jovem de 19 anos. Ela afirma que o design dessas plataformas a tornou dependente, levando a depressão e pensamentos suicidas. O processo, que acontece no Tribunal Superior da Califórnia, marca o primeiro caso do tipo a chegar a julgamento contra grandes empresas de mídia digital.

O advogado da autora destacou que as companhias enfrentarão um nível de escrutínio inédito, diferente dos depoimentos no Congresso. O júri avaliará se houve negligência das empresas ao disponibilizar produtos que afetaram a saúde mental da jovem e se o uso das plataformas foi um fator direto em seu quadro, afastando outras causas externas.

A Meta nega responsabilidade sobre o impacto desses aplicativos e rejeita a ideia de que causaram os problemas da autora. Já o YouTube argumenta que suas plataformas possuem natureza distinta das redes sociais tradicionais e não deveriam ser incluídas no mesmo julgamento. O TikTok, por sua vez, optou por não comentar os detalhes do processo.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está previsto para testemunhar, assim como o presidente-executivo da Snap, empresa relacionada que resolveu o caso em acordo separado. A ação judicial traz à tona o debate sobre o real efeito de plataformas digitais na saúde mental dos usuários jovens, um tema em crescente discussão global.

Via Folha de S.Paulo

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