O ouro e a prata iniciam a semana com fortes quedas, reflexo da indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve dos EUA.
Essa nomeação renovou a confiança no fortalecimento do dólar, provocando realização de lucros e queda nos preços dos metais, que já haviam recuado significativamente na sexta-feira passada.
O movimento destaca a sensibilidade dos mercados de metais preciosos à política monetária americana, com impactos também observados no petróleo e nas bolsas globais, em meio a um cenário de incertezas econômicas.
Na abertura desta semana, os preços dos metais preciosos enfrentam forte correção após a indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (FED), banco central dos Estados Unidos. Essa nomeação pelo presidente Donald Trump aumentou a realização de lucros, intensificando o recuo do ouro e prata, que já haviam sofrido quedas expressivas na sexta-feira.
O preço dos metais preciosos apresenta quedas significativas, com o ouro recuando cerca de 12% desde quinta-feira. Só na última sexta-feira, a queda ultrapassou 9%, o pior desempenho diário desde 1983, e o metal voltou a perder cerca de 3% na madrugada de segunda. A prata teve queda ainda mais abrupta, despencando mais de 31% na sexta, seu pior dia desde 1980, com nova baixa de 3% esta manhã.
Esse movimento reflete o desmonte de posições alavancadas e chamadas de margem, após semanas de alta consecutiva dos preços. O dólar fortalecido, impulsionado pela confiança renovada na independência do FED sob Warsh, pressiona ainda mais esses ativos, minando a tese que sustentava a valorização dos metais, baseada no enfraquecimento estrutural da moeda americana.
O petróleo também acompanha o tom negativo, com o barril do tipo Brent caindo cerca de 5%, devido à combinação do dólar forte e a expectativas positivas sobre negociações entre EUA e Irã, reduzindo tensões geopolíticas.
Nos mercados globais, bolsas operam em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário econômico incerto e das principais leituras dos indicadores industriais nos EUA e Brasil para janeiro, que captam o reposicionamento das apostas no ambiente macroeconômico.
O episódio evidencia a sensibilidade dos preços dos metais preciosos e commodities em geral à política monetária americana, lembrando que simples sinais sobre liderança do FED podem provocar ajustes rápidos e profundos nos mercados.
Via Forbes Money