O Congresso do México aprovou o aumento das tarifas sobre mais de 1.400 produtos importados da China e de países sem acordo comercial com o México. O reajuste pode chegar a 50% e afetará setores como têxteis, calçados, eletrodomésticos e autopeças a partir de janeiro.
A medida, apoiada pelo partido governista Morena, tem como objetivo estimular a produção local e fortalecer a posição do México nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Especialistas alertam que a decisão pode impactar cadeias de suprimentos, provocar inflação e afetar setores-chave da economia mexicana.
O Congresso mexicano aprovou a elevação de tarifas para mais de 1.400 produtos importados da China e outros países sem acordos de livre-comércio com o México. Os aumentos, que podem chegar a 50%, atingirão setores como têxteis, calçados, eletrodomésticos, veículos e autopeças a partir de janeiro. A medida recebeu apoio majoritário do partido Morena, governista liderado pela presidente Claudia Sheinbaum.
Embora oficialmente essas tarifas busquem estimular a produção local, especialistas indicam que o principal motivo está conectado às negociações comerciais com os Estados Unidos, o principal parceiro do México. A estratégia visa negociar a redução ou remoção das tarifas remanescentes impostas pelo governo Trump às exportações mexicanas, que acusava a China de usar o México para acessar o mercado americano.
A China é a mais afetada, já que o México importou US$ 130 bilhões em produtos chineses em 2024, ficando atrás apenas dos EUA. Pequim criticou as tarifas desde o anúncio em setembro. Oscar Ocampo, do Instituto Mexicano para a Competitividade, alerta que a decisão pode gerar rupturas nas cadeias de suprimentos, impactar a inflação e afetar setores como autopeças, plásticos, químicos e têxteis, num cenário de desaceleração econômica.
O pagamento dessas tarifas pelos consumidores mexicanos poderá aumentar, gerando efeitos econômicos além das negociações comerciais em curso, que envolvem ajustes no USMCA, acordo que regula o comércio entre México, EUA e Canadá.
Via InfoMoney