A mineração de asteroides tem sido vista como uma possível expansão da economia espacial, aproveitando recursos desses corpos próximos da Terra. Um estudo do Instituto de Ciências Espaciais, na Espanha, analisou os asteroides do tipo C, ricos em carbono e água, mas com baixos teores de metais valiosos, o que dificulta a viabilidade econômica da exploração.
O estudo também destaca a variação na composição química desses asteroides, complexificando a extração. Contudo, algumas regiões com minerais como olivina e espinélio podem concentrar materiais úteis. A água presente nos minerais hidratados pode ser usada para consumo e produção de combustível no espaço, reduzindo a dependência da Terra.
Apesar do interesse, a mineração espacial ainda não é prática e enfrenta desafios técnicos significativos, como operação em microgravidade e processamento do regulito. Novas missões para coletar amostras dos asteroides são essenciais para confirmar seu conteúdo e viabilizar futuros investimentos.
Durante anos, a ideia da mineração de asteroides foi vista como uma possível expansão da economia espacial, aproveitando recursos desses corpos rochosos próximos à Terra. Com a redução dos custos de lançamento, agências e empresas passaram a avaliar a extração de água e metais no espaço. Contudo, desafios técnicos e fracassos afastaram o entusiasmo inicial.
Um estudo recente do Instituto de Ciências Espaciais (ICE-CSIC), na Espanha, analisou asteroides do tipo C, que representam cerca de 75% dos asteroides conhecidos e são ricos em carbono, água e elementos químicos primitivos. Apesar do valor científico, a pesquisa aponta que esses asteroides indiferenciados têm concentrações baixas de metais valiosos, dificultando a viabilidade econômica da mineração.
Além disso, a composição química desses corpos varia bastante devido a processos naturais ao longo dos bilhões de anos, o que complica a extração. Contudo, asteroides com faixas ricas em minerais como olivina e espinélio apresentaram potencial por concentrar certos elementos, tornando a mineração nesses alvos mais promissora.
Outro ponto de interesse é a água presente em minerais hidratados desses asteroides. Esse recurso pode ser usado para consumo e produção de combustível no espaço, reduzindo a dependência da Terra. No entanto, a operação em microgravidade e o processamento do regulito exigem tecnologias ainda em desenvolvimento.
A pesquisa reforça que, apesar do interesse acadêmico e estratégico, a mineração espacial ainda não é prática. Novas missões para coletar amostras diretamente dos asteroides são essenciais para confirmar seu conteúdo e viabilizar futuros investimentos.
Via Super