A União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul depois de quase 30 anos de negociações, criando uma importante rota para o agronegócio brasileiro. A carne bovina, segmento em que a Minerva (BEEF3) atua, é apontada como uma das maiores beneficiadas com o avanço.
Com a China limitando o volume de importações, a Minerva tem na Europa o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira. O acordo pode impulsionar a exportação de cortes mais nobres, valorizando o setor e os frigoríficos.
Além de abrir novos caminhos para a Minerva, o pacto também deve favorecer outras empresas do setor, como JBS e MBRF, sobretudo na carne de frango. A diversificação dos mercados é vista como essencial para equilibrar perdas na China.
A União Europeia aprovou um acordo comercial com o Mercosul após quase 30 anos de negociações, abrindo caminho para a assinatura de um dos maiores tratados de livre-comércio no mundo. Este avanço deve impactar positivamente setores-chave do agronegócio brasileiro, com destaque para a cadeia da carne bovina, considerada a principal beneficiada por analistas consultados.
A Minerva (BEEF3) pode se beneficiar diretamente, já que enfrentou limites de importação impostos pela China. A União Europeia é o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, atrás somente da China, com exportações que somaram US$ 820,15 milhões entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 83,2% em relação ao ano anterior.
O setor de carnes se destaca pelo mercado europeu que tem registrado queda na produção interna, o que aumenta a demanda por importações. O acordo pode incentivar a exportação de cortes de maior valor agregado, como alcatra, filé-mignon e picanha, apreciados na alta gastronomia, melhorando a remuneração da indústria e frigoríficos.
Para Minerva, o acordo oferece uma nova alternativa de mercado, essencial para compensar a redução nas exportações à China, que limita entre 400 mil e 500 mil toneladas por ano. Porém, ainda será necessário ampliar a diversificação dos destinos para equilibrar essas perdas.
Outras empresas, como JBS e MBRF, também podem sentir efeitos positivos, especialmente na carne de frango, que tem grande saída na União Europeia. O impacto na carne suína deve ser mais restrito devido à forte produção local.
Via Money Times