Estudo revela que minicracolândias surgem e se consolidam em cidades amazônicas como Tabatinga e Benjamin Constant, próximas às fronteiras do Peru e Colômbia. Nessas áreas, o uso aberto do óxi, uma droga derivada da cocaína mais potente e acessível, tem aumentado significativamente.
O tráfico e consumo de óxi são impulsionados por facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC, afetando especialmente jovens e comunidades indígenas. Esse fenômeno gera aumento de pequenos delitos, desestruturação familiar e insegurança nas regiões afetadas.
O cenário exige atenção de autoridades para políticas específicas que enfrentem o problema. A presença das minicracolândias representa um desafio urgente para a segurança pública local e transforma as condições sociais da Amazônia.
Um estudo recente aponta o surgimento e a consolidação de minicracolândias em cidades amazônicas como Tabatinga e Benjamin Constant, próximas às fronteiras do Peru e Colômbia. Essas áreas são locais de uso aberto de drogas, sobretudo do óxi, um derivado da cocaína com efeito mais potente e preço inferior ao crack.
O relatório “Cartografias da Violência na Amazônia” revela que facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital impulsionam o tráfico dessa substância, que circula por rotas ligadas à região da Amazônia Legal. O óxi é produzido por meio da mistura de resíduos de cocaína com solventes e produtos químicos, tornando-se altamente viciante e acessível para jovens e pessoas vulneráveis.
As minicracolândias têm provocado impactos sociais significativos, como aumento de pequenos delitos, desestruturacão de famílias e sensação de insegurança entre moradores locais. O estudo também alerta para a exposição crescente de comunidades indígenas no Alto Solimões ao consumo e tráfico dessas drogas, o que preocupa lideranças regionais.
Embora o tráfico de cocaína a nível internacional siga como foco das facções, o uso e comércio varejista do óxi nas cidades amazônicas se transformam em um desafio urgente para a segurança pública. As condições sociais locais sofrem mudanças profundas diante desse cenário, que exige atenção de autoridades e políticas específicas.
Via Danuzio News