O cometa interestelar 3I/ATLAS, descoberto recentemente, tem despertado grande interesse científico. Com alta velocidade e trajetória incomum, ele já está além de Júpiter, dificultando interceptações imediatas.
Um estudo da Initiative for Interstellar Studies propõe enviar uma missão até 2085. A estratégia inclui a manobra Solar Oberth, que aproveita a gravidade do Sol para acelerar a nave e alcançar o cometa.
O lançamento ideal da missão está previsto para 2035. Estudar o 3I/ATLAS pode revelar informações valiosas sobre materiais pré-solares e o espaço interestelar, funcionando como uma cápsula do tempo cósmica.
A descoberta do cometa interestelar 3I/ATLAS no ano passado despertou grande interesse científico, sendo acompanhado por instrumentos na Terra, no espaço e até por rovers em Marte. Considerado um dos visitantes mais rápidos e antigos que já passaram pelo Sistema Solar, o objeto atrai atenção para futuras missões.
Um novo estudo da Initiative for Interstellar Studies propõe uma missão para interceptar o 3I/ATLAS até 2085. A estratégia prevê a realização de uma manobra Solar Oberth, que aproveita a gravidade do Sol para acelerar a nave a velocidades superiores às que motores convencionais alcançam. A trajetória inclui uma passagem próxima a Júpiter para ajuste de velocidade antes do mergulho no campo gravitacional solar.
O lançamento ideal da nave está previsto para 2035, enquanto o cometa já está além da órbita de Júpiter, o que dificulta interceptações imediatas. A alta velocidade do cometa, cerca de 60 km/s, e sua órbita retrógrada, complicam missões diretas como a Comet Interceptor da ESA, planejada para 2028/2029.
Apesar dos desafios técnicos e da distância estimada de 109 bilhões de quilômetros ao ponto de encontro, o interesse por estudar o 3I/ATLAS persiste, já que pode revelar informações valiosas sobre materiais e condições pré-solares. Pesquisadores destacam a importância de observar esse visitante como uma possível cápsula do tempo do espaço interestelar.
Via Olhar Digital