Molon lidera coalizão com grandes empresas para expandir data centers no Brasil

Molon coordena aliança com grandes techs para ampliar investimentos e infraestrutura de data centers no Brasil.
01/03/2026 às 18:22 | Atualizado há 10 horas
               
Ex-deputado lidera grupo por ambiente regulatório atrativo para data centers no Brasil. (Imagem/Reprodução: Startups)

Alessandro Molon lidera a Dig.ia, aliança formada por grandes empresas como Google, Meta, Amazon e Microsoft, para impulsionar investimentos em data centers no Brasil. A iniciativa busca integrar o país ao fluxo global de capital em infraestrutura digital.

A coalizão defende políticas que favoreçam a construção de data centers, cabos submarinos e redes de edge computing, ampliando seu escopo desde a antiga Aliança pela Internet Aberta. O movimento ocorre em meio a debates legislativos para criar incentivos fiscais no setor, com destaque para o PL 278/2026 e a destinação de R$ 5,2 bilhões pelo governo para o Redata.

Molon ressalta a matriz energética limpa do país como atrativo para investimentos, mas enfatiza a necessidade de um ambiente regulatório estável e redução dos custos de importação. O Rio de Janeiro, por exemplo, também se projeta como polo regional de data centers para garantir competitividade na América Latina.

Alessandro Molon, conhecido por sua atuação no Marco Civil da Internet, lidera a Dig.ia, aliança que reúne grandes empresas como Google, Meta, Amazon e Microsoft para impulsionar investimentos em data centers no Brasil. A iniciativa visa incluir o país no fluxo global de capital para infraestrutura digital.

A aliança, antes chamada Aliança pela Internet Aberta (AIA), ampliou seu foco para defender políticas que favoreçam a construção de data centers, cabos submarinos e redes de edge computing. A mudança foi anunciada no MWC, em Barcelona, junto à adesão de novas empresas do setor, entre elas Ascenty, Tecto e Scala Data Centers.

O movimento acontece enquanto o Congresso debate incentivos fiscais para o setor, depois que a MP 1.318/2025, que criava o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), perdeu validade no fim de fevereiro. Um projeto de lei com objetivo similar, o PL 278/2026, foi aprovado na Câmara e aguarda decisão no Senado.

Molon destaca que o Brasil conta com uma matriz energética limpa, fator importante para atrair investimentos, mas que é necessário criar um ambiente regulatório estável e reduzir custos de importação para equipamentos. O governo federal reservou R$ 5,2 bilhões para o Redata no Orçamento 2026, reforçando o interesse no setor.

Além do âmbito nacional, cidades como o Rio de Janeiro buscam se posicionar como polos de data centers. A aliança pretende apoiar a expansão da infraestrutura digital regionalmente, garantindo competitividade diante de outros países latino-americanos.

Via Startups

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