Mortes sobem para 22 em protestos no Paquistão contra ataques ao Irã

Confrontos no Paquistão deixam 22 mortos e dezenas de feridos após ataques ao Irã. Saiba o que ocorreu nas manifestações.
01/03/2026 às 18:21 | Atualizado há 10 horas
               
Confrontos em Karachi deixam 22 mortos e mais de 120 feridos neste domingo. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

No Paquistão, confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança causaram 22 mortes e mais de 120 feridos. Os protestos foram uma reação a ataques dos EUA e Israel contra o Irã.

Em Karachi, manifestantes tentaram invadir o consulado dos EUA, enquanto no Norte do país, ataques atingiram escritórios da ONU e do governo local. O governo paquistanês pede calma e protestos pacíficos.

A situação reforça tensões geopolíticas na região e preocupa pela escala incomum dos confrontos envolvendo a comunidade xiita, que tem se manifestado contra EUA e Israel.

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Karachi e no Norte do Paquistão deixaram pelo menos 22 mortos e mais de 120 feridos neste domingo, 1º de março. Os protestos foram provocados após ataques dos EUA e Israel ao Irã que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em Karachi, manifestantes pró-Irã tentaram invadir o Consulado dos Estados Unidos, enquanto ativistas no Norte atacaram escritórios do Grupo de Observadores Militares da ONU e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A violência em Karachi resultou em cerca de 50 feridos, com alguns em estado crítico, conforme relato da polícia e de um hospital local. Seis corpos foram levados a uma unidade médica, e quatro feridos graves morreram posteriormente. Na região de Gilgit-Baltistan, no Norte, doze pessoas perderam a vida e mais de 80 ficaram feridas durante os ataques aos escritórios da ONU e do governo local. O porta-voz governamental assegurou que todos os funcionários dessas organizações estavam fora de perigo.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, manifestou condolências ao Irã, afirmando que o país compartilha a dor com a nação iraniana. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, pediu calma e protestos pacíficos, ressaltando que ninguém deveria tomar a justiça com as próprias mãos. A comunidade xiita, que representa cerca de 15% dos 250 milhões de paquistaneses, costuma organizar manifestações contra Israel e os Estados Unidos, mas confrontos nesta escala são incomuns.

Via Tribuna Online

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